ESTE COMENTÁRIO FOI ESCRITO PELA NOSSA PROFESSORA DA CLASSE DAS SENHORAS A IRMÃ JOSEFA
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LIÇÃO 13ª - O LEGADO DE MOISÉS
sábado, 29 de março de 2014 Seja o primeiro a comentar!
ESTE COMENTÁRIO FOI ESCRITO PELA NOSSA PROFESSORA DA CLASSE DAS SENHORAS A IRMÃ JOSEFA
INTRODUÇÃO
Tanto no Judaísmo quanto no Cristianismo Moisés é uma figura central. É o homem do Velho Testamento mais mencionado no Novo Testamento, liderou os israelitas para saírem da escravidão no Egito, se comunicou com Deus e recebeu os Dez Mandamentos. Moisés é conhecido como líder religioso e legislador.
No Islã Moisés é amado e respeitado; é um profeta e um mensageiro. Deus o menciona mais de 120 vezes e sua história atravessa vários capítulos. É a história mais longa e detalhada de um profeta no Alcorão e é discutida em detalhes elaborados.
O nascimento de Moisés
E foi um homem da casa de Levi (Anrão) e casou com uma filha de Levi (Joquebede). E a mulher concebeu e deu à luz um filho (Moisés); e, vendo que ele era formoso, escondeu-o três meses. Não podendo, porém, mais escondê-lo, tomou uma arca de juncos, e a revestiu com barro e betume; e, pondo nela o menino, a pôs nos juncos à margem do rio. E sua irmã (Miriã) postou-se de longe, para saber o que lhe havia de acontecer. E a filha de Faraó (Hatshepsut - mãe adotiva de Moisés) desceu a lavar-se no rio, e as suas donzelas passeavam, pela margem do rio; e ela viu a arca no meio dos juncos, e enviou a sua criada, que a tomou. E abrindo-a, viu ao menino e eis que o menino chorava; e moveu-se de compaixão dele, e disse: Dos meninos dos hebreus é este. Então disse sua irmã (Miriã) à filha de Faraó: Irei chamar uma ama das hebreias, que crie este menino para ti? E a filha de Faraó disse-lhe: Vai. Foi, pois, a moça, e chamou a mãe (Joquebede) do menino. Então lhe disse a filha de Faraó: Leva este menino, e cria-mo; eu te darei teu salário. E a mulher (Joquebede) tomou o menino, e criou-o. E, quando o menino (Moisés) já era grande, ela (Joquebede) o trouxe à filha de Faraó (Hatshepsut), a qual o adotou; e chamou-lhe Moisés, e disse: Porque das águas o tenho tirado.
Em uma das histórias dos sábios de Israel, o Rabino Tananhum fala sobre dois profetas que foram "os profetas"- Moisés e Elias. Ambos da tribo de Levi, ambos com o papel de redimir o povo de Israel, Moisés no passado e Elias no futuro.
O QUE É LEGADO
O Legado constitui-se de uma história de vida de uma pessoa que fala de Deus e vive o que ele ensina na vida pessoal, em casa, entre amigos, no mundo onde se vive e trabalha. O legado é uma herança. Claro que no contexto que estamos estudando não tem a ver com dinheiro ou posses que alguém deixa para os seus entequeridos. Estamos falando em modelo de vida, exemplos de valores morais e espirituais, deixados pelo líder para o bem do povo de Deus. Moisés serviu a Deus com integridade e deixou uma herança para as gerações posteriores, e seu legado foi visto na pessoa de Josué, em atitudes, milagres e santidade. O teólogo norte-americano A.W.Tozer disse certa vez que “nada morre de Deus quando um homem de Deus morre!”.
CONCLUSÃO
Que perspectivas nossos filhos e netos terão da fé ao olharem a nossa história? Eles nos verão como pessoas que sempre souberam confiar em Deus e viverem inteiramente para Ele? O maior legado que você pode deixar para seus filhos não vem de títulos ou funções que ocupou, mas da pessoa que você foi. Filhos e jovens anseiam por modelos, por pessoas que imitam Cristo em sua forma de viver. Imitar Cristo tem a ver com o caráter de Cristo, de ter atitudes, palavras, ações e compromisso que refletem a pessoa de Cristo.
LIÇÃO 12ª- A CONSAGRAÇÃO DOS SACERDOTES
quarta-feira, 19 de março de 2014 Seja o primeiro a comentar!
ESTE COMENTÁRIO FOI ESCRITO PELO NOSSO PROFESSOR DA CLASSE DOS SENHORES O IRMÃO OTONIEL.
A Consagração dos Sacerdotes
Introdução
A consagração dos sacerdotes, (Êx 29. 1-35).
Eram rituais no qual nos mostra como um sacerdote deveria se santificar para
apresentar-se diante de Deus, para que assim pudesse oferecer sacrifícios por
ele e pelo o povo, pois a palavra consagração significa separação de uma
pessoa, lugar ou objeto para uso divino e especial, ou santificar inteiramente.
Vemos que Deus ordenou que Moisés separasse Arão e seus filhos para
O sacerdócio. O vestiário, bem como o
modo de proceder dos sacerdotes, foi dado por orientações do próprio Deus
O sacerdote é aquele
que realiza a função de mediador ente Deus e o homem, (Hb
5. 1), representando assim o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo que é
o sumo sacerdote perpetuo conforme a ordem de Melquisedeque (Hb 7. 1-3).
1. Rituais de preparação para os sacerdotes se achegarem a Deus, e seus
significados.
1.1 Ao chegarem a porta da tenda da congregação os
sacerdotes tinham que se lavar com agua (Ê X 29. 4), pois
simbolizava a pureza e perfeição que deveria ser feito o sacrifício para que
fosse aceito e assim eles não morressem.
Meus amados
irmãos, Deus é santo e requer santidade do seu povo ele disse: “Santo serei,
porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo”. (Lv 19.2) Nós que somos filhos de Deus estamos
limpos pela sua palavra ( Jo 15.3) e pelo
precioso sangue de Cristo nosso Senhor e salvador (1 jo
1.7), por isso deveremos ter uma vida justa e santificada diante de Deus
porque sem pureza não chegaremos a Deus.
1.2 O azeite deveria ser derramado sobre
a cabeça dos sacerdotes, pois era dessa forma que ele recebia a unção, e essa
unção com azeite simboliza o Espirito Santo que viria habitar no crente pelo ministério
intercessor de Jesus ( Jo 14. 16,17, 26) que é o
nosso Penhor a nossa garantia de que somos filhos de Deus ( 1 CO 21-22).
1.3 Eram necessários que animais fossem
imolados como sacrifícios para que os sacerdotes pudessem ministrar em favor do
povo. O sacrifício tinha que ser primeiramente pela sua própria vida e depois
pelo o povo, e o animal imolado deveriam ser sem manchas ou defeitos diante do
altar, pois o cordeiro morto tipificava Cristo que “morreu por nossos pecados
segundo as escrituras” (1 CO 15. 3) e assim
trouxe a expansão pelos nossos pecados (1 PE 1. 18-19) nos
reconciliando com Deus.
2. OS SACRIFICIOS E SEUS SIGNIFICADOS
2.1 O sacrifício como oferta pelo pecado
do sacerdote era um ato onde os sacerdotes colocavam as mãos sobre a cabeça de
um novilho para significar sua identificação com ele, era através desta oferta
que eles recebiam o perdão do Senhor (LV 8. 14-15) e
esse novilho com o seu couro, a sua carne e o seu excremento era queimado fora
do arraial como o Senhor tinha ordenado a Moisés. Todos os que servem ao Senhor
precisam primeiro experimentar sua dadiva de perdão.
2.2 O sacrifício como oferta queimada, os
sacerdotes também colocavam as mãos sobre a cabeça sendo que agora de um
carneiro e Moisés o imolava e o seu sangue era aspergido sobre o altar, em redor,
ele era repartido em pedaços, e sua cabeça e a gordura Moisés queimava, porem
as entranhas e as pernas era lavado com agua e depois era queimado sobre o
altar, como holocausto de aroma agradável ao Senhor (LV
8. 18-21) significava a completa dedicação do sacerdote a Deus.
2.3 O sacrifício da oferta de consagração era um
ritual onde os sacerdotes também colocavam as mãos sobre a cabeça de um
carneiro e Moisés o imolava.
·
E
o sangue era posto sobre a ponta da orelha direita, mostrava que o sacerdote
deveria estra pronto para ouvir a palavra de Deus.
·
Depois
o sangue também era posto sobre o polegar da mão direita, mostrando que o
sacerdote deveria estar pronto para o serviço e as ordens de Deus.
·
E
depois o sangue era posto sobre o polegar do pé direito, mostrando que o
sacerdote deveria andar no caminho do Senhor de forma exemplar (LV 8. 22-24)
Conclusão
Meus
amados irmãos, olhamos para todos esses rituais de consagração que era feito
pelo os sacerdotes para poderem se chegara a Deus, e oferecer sacríficos por
eles mesmos e pelo o povo. Vemos que o sistema demostrou suas próprias
deficiências e resultou na necessidade de encontrar outro meio não só para
estabelecer uma relação mais profunda com Deus, como também, pra tratar com
todo o problema do pecado deliberado. Mas, glorias a Deus que esse outro meio
foi tornado possível mediante o nosso perpetuo sumo sacerdote segundo a ordem
de Melquisedeque que é um tipo de Cristo, pois sem pai, sem mãe, sem
genealogia, não tendo principio de dias nem fim de vida cf (Hb 7. 3) foi um tipo de Cristo, e Cristo com apenas um sacrifício
perfeito, perpetuo, superior e imutável nos trouxe o perdão de pecado e a
liberdade de nos chegarmos a Deus , pois a lei constitui sumos sacerdotes a
homens fracos, mas a palavra do juramento que veio depois da lei, constitui ao
filho, perfeito para sempre.cf (HB 7.28) Amém.
Bibliografia
A bíblia da Mulher: Almeida revista e
atualizada
Dicionário popular de teologia:
Millard J. Erickson
Bíblia de estudo de Genebra:
Sociedade bíblica do Brasil
A Bíblia Sagrada: Almeida edição
corrigida e revisada
LIÇÃO 11ª- DEUS ESCOLHE ARÃO E SEUS FILHOS PARA O SACERDÓCIO
quinta-feira, 13 de março de 2014 Seja o primeiro a comentar!
ESTE COMENTÁRIO FOI ESCRITO PELO NOSSO VICE-DIRIGENTE O IRMÃO FLÁVIO JOSÉ
NTRODUÇÃO
Quem
tem chamada nem sempre habita nos palácios, as vezes vai cuidar de ovelhas no
deserto... Quem tem chamada as vezes malha trigo no lagar procura amigos em não
tem ninguém por perto.... Quem tem chamada as vezes enfrenta gigantes, e não
adiante tomar as armas emprestadas... Muitas vezes o que resta e um funda e uma
pedra...e a confiança em um deus que nunca falha.... Quem tem chamada as vezes
enfrenta o Carmelo, promove desafios pra ver descer fogo do céu... Quem tem
chamada as vezes vai morar junto do ribeiro para sentir de perto o cuidado de
um deus fiel.... Quem tem chamada não recua mesmo quando os muros são altos....
Ele crê que com mais uma volta o muro cairá... Quanto mais florescer a vara de
Arão para mostrar que Deus seleciona um escolhido seu, Qual será a regra de
Deus para essa escolha? A rebelião, promovida por Coré, havia despertado grande
desconfiança entre o povo sobre a autenticidade e a exclusividade do sacerdócio
de Arão. Mesmo com a morte de Coré, dos principais envolvidos e outros
subversivos, somando ao todo cerca de quinze mil pessoas, havia ainda dúvidas.
O
SENHOR portanto determinou que a sua escolha de Arão fosse prova visível e
definitivamente, mediante um sinal sobrenatural. Deus escolheu a Arão de maneira que não trouce-se
duvidas ao povo, fazendo com que a vara dele floresce “E será que a vara do homem que eu tiver
escolhido florescerá; assim, farei cessar as murmurações dos filhos de Israel
contra mim, com que murmuram contra vós”. (Nm
17.5).
O
nome de Arão sobre a vara de Levi,
vindica a escolha, por Deus, da tribo de Levi para promover ministros, e de
Arão como sumo sacerdote. O Senhor operou um milagre para evidenciar a sua
escolha quanto à liderança. Sob o novo concerto, líderes colocados por Deus,
que proclamam fielmente a palavra de Deus devem ser reconhecidos e obedecidos.
Assim
como a prova de que Arão fora chamado estava na "ressurreição" da sua
vara, o Senhor Jesus ressurgiu da morte para se tornar nosso Sumo Sacerdote. O
Seu sacerdócio é muito superior (Hebreus 7), pois:
É
segundo a ordem de Melquisedeque (Salmo 110:4), portanto superior à ordem
levítica, pois Abraão, bisavô de Levi pagou dízimos a Melquisedeque e foi
abençoado por ele: o superior abençoa o inferior.
É
constituído, não segundo uma ordem carnal (a lei que foi dada através de
Moisés) revogada por causa da sua fraqueza e inutilidade, mas conforme a nova
aliança da regeneração eterna, pela qual nós chegamos a Deus.
É
fiador desta nova aliança, superior à anterior, podendo salvar totalmente os
que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.
É
sacerdote perpétuo, imutável, já que vive para sempre, enquanto que Arão
morreu, passando o sacerdócio para seu sucessor, e assim sucessivamente.
É
santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores, e feito mais alto do que
os céus, não necessitando oferecer todos os dias sacrifícios por seus próprios
pecados.
Ofereceu-se
a si mesmo uma vez por todas, não precisando oferecer sacrifícios pelo povo
diariamente, como o anterior.
Constituído
por juramento pelo SENHOR (Sl 110.4) e não pela lei, que constitui sumos
sacerdotes a homens sujeitos à fraqueza.
O
pouco tempo decorrido foi prova adicional da natureza milagrosa do
florescimento. Moisés trouxe as varas todas de dentro do tabernáculo para serem
vistas pelo povo, e eles viram e tomaram cada um a sua vara. O SENHOR ordenou
que a vara de Arão fosse colocada dentro da arca (com as tábuas da lei (Dt 10.5)
e o pote de maná (Êx 16.33), para sinal aos rebeldes. Quem voltasse a murmurar,
morreria. Contudo, o povo ainda estava se condoendo, temendo morrer se por
acaso se aproximassem do tabernáculo do SENHOR. E todos descendentes de Arão
seriam sacerdote por ordenança de Deus.
Antes de considerar os vários aspectos bíblicos do sacerdote, é
necessário mostrar quais são as características essenciais do sacerdócio. Que
devia o sacerdote fazer, na sua qualidade de sacerdote, que nenhum outro
pudesse realizar sob quaisquer circunstâncias? A mais exata definição de
sacerdote acha-se em Hb 5.1. O sacerdote era ”constituído nas coisas
concernentes a Deus a favor dos homens”. Quer isto dizer que ele apresentava ao
Senhor coisas, dons e sacrifícios, ofertas do homem a Deus; e o seu trabalho
era realmente oposto ao do profeta, que devia revelar Deus ao homem. Nesta
consideração, a idéia fundamental de sacerdote é a de um mediador entre o homem
e Deus. O sacerdote apresenta-se entre o homem e Deus, como na verdade aparece
o profeta entre Deus e o homem.
Quando o sacerdote efetuava qualquer outro trabalho, já não era como sacerdote que exercia essa missão, mas somente como executante das funções de outros homens. Este ato do sacerdote, na sua obra para Deus, é sempre acentuado nas Sagradas Escrituras (Ex 28.1; Ez 44.16; Hb 7.25). Nos tempos patriarcais, o chefe da família, ou da tribo, operava como sacerdote, representando a sua família diante de Deus. Foram assim considerados Noé, Abraão, Isaque e Jacó.
Na época do Êxodo havia israelitas que possuíam este direito de sacerdócio, e o exerciam; mas tornou-se necessário designar uma ordem especial para desempenhar os deveres sacerdotais, sendo a tribo de Levi a escolhida para esse fim. Desta tribo saíram os sacerdotes arônicos, que eram os mediadores entre o homem e Deus. Os filhos de Arão eram sacerdotes, a não ser que tivessem sido excluídos por qualquer incapacidade legal. Esta disposição continuou no reino do Sul por todas sua história. E o fato de ter Jeroboão instituído o seu próprio sacerdócio mostra a essencial necessidade de uma mediação. Desta maneira o sacerdócio atestava a vida pecadora do homem, a santidade de Deus, e por conseqüência a necessidade de certas condições, para que o pecador pudesse aproximar-se da Divindade.
O homem devia ir a Deus por meio de um sacrifício, e estar perto de Deus pela intercessão. Quando Esdras voltou do cativeiro, reconstituiu as determinações leviticas, assim continuando tudo na sua substância até à destruição de Jerusalém.
No Novo Testamento, as poucas passagens nos evangelhos em que ocorre a palavra sacerdote referem-se apenas ao sacerdócio judaico. Em relação com o Cristianismo, o termo “sacerdote” nunca é aplicado senão a Jesus Cristo. As funções sacerdotais, relacionadas com o sacrifício e a intercessão, acham-se, freqüentemente, no Novo Testamento em conexão com Jesus Cristo (Mt 20.28; Rm 8.34; Ap 1.5); mas somente na epístola aos Hebreus, é que estas funções lhe são atribuídas como sacerdote. O sacerdócio de Cristo é a nota tônica da epístola aos Hebreus, e emprega-se para mostrar a diferença entre a imaturidade e a maturidade espiritual.
Aqueles que conhecem Jesus Cristo como Salvador têm um conhecimento elementar do mesmo Jesus como Redentor; mas os que o conhecem como Sacerdote são considerados como possuidores de maior conhecimento e experiência. A redenção é, em grande parte, negativa, implicando livramento do pecado; mas o sacerdócio é inteiramente positivo, envolvendo o acesso a Deus.
Os cristãos hebreus conheciam Cristo como Redentor, mas deviam também conhecê-Lo como Sacerdote, oferecendo-se então a oportunidade de um livre e corajoso acesso a Deus em todos os tempos. Este sacerdócio de Cristo acha-se associado com o de Melquisedeque, um sacerdócio misterioso, que vem mencionado em Gn 14, e recordado em tempos posteriores no Salmo 110. O argumento da epistola aos Hebreus é que o fato de ter sido mencionado naquele Salmo um sacerdócio diferente do de Arão, era uma prova de que alguma coisa superior ao sacerdócio de Arão era necessária. O sacerdócio de Melquisedeque é referido para explicar a pessoa Divina do sacerdote, sendo a sua obra ilustrada com o sacerdócio arônico, visto como não havia uma obra sacerdotal em conexão com Melquisedeque.
O sacerdócio de Cristo é considerado como estável e eterno, não sendo jamais delegado a qualquer outra pessoa (Hb 7.24). E este caráter do sacerdócio é devido ao fato de que o sacrifício de Jesus Cristo é superior aos sacrifícios do Antigo Testamento, pois é completo, espiritual e eficaz para a redenção (Hb 9.12 a 14; 10.11 a 14). Deste modo o sacerdócio de Cristo nos ensina aquela grande verdade de que o Cristianismo é a “religião do acesso ; e revela-se isso na exortação “aproximai-vos”.
Quando o sacerdote efetuava qualquer outro trabalho, já não era como sacerdote que exercia essa missão, mas somente como executante das funções de outros homens. Este ato do sacerdote, na sua obra para Deus, é sempre acentuado nas Sagradas Escrituras (Ex 28.1; Ez 44.16; Hb 7.25). Nos tempos patriarcais, o chefe da família, ou da tribo, operava como sacerdote, representando a sua família diante de Deus. Foram assim considerados Noé, Abraão, Isaque e Jacó.
Na época do Êxodo havia israelitas que possuíam este direito de sacerdócio, e o exerciam; mas tornou-se necessário designar uma ordem especial para desempenhar os deveres sacerdotais, sendo a tribo de Levi a escolhida para esse fim. Desta tribo saíram os sacerdotes arônicos, que eram os mediadores entre o homem e Deus. Os filhos de Arão eram sacerdotes, a não ser que tivessem sido excluídos por qualquer incapacidade legal. Esta disposição continuou no reino do Sul por todas sua história. E o fato de ter Jeroboão instituído o seu próprio sacerdócio mostra a essencial necessidade de uma mediação. Desta maneira o sacerdócio atestava a vida pecadora do homem, a santidade de Deus, e por conseqüência a necessidade de certas condições, para que o pecador pudesse aproximar-se da Divindade.
O homem devia ir a Deus por meio de um sacrifício, e estar perto de Deus pela intercessão. Quando Esdras voltou do cativeiro, reconstituiu as determinações leviticas, assim continuando tudo na sua substância até à destruição de Jerusalém.
No Novo Testamento, as poucas passagens nos evangelhos em que ocorre a palavra sacerdote referem-se apenas ao sacerdócio judaico. Em relação com o Cristianismo, o termo “sacerdote” nunca é aplicado senão a Jesus Cristo. As funções sacerdotais, relacionadas com o sacrifício e a intercessão, acham-se, freqüentemente, no Novo Testamento em conexão com Jesus Cristo (Mt 20.28; Rm 8.34; Ap 1.5); mas somente na epístola aos Hebreus, é que estas funções lhe são atribuídas como sacerdote. O sacerdócio de Cristo é a nota tônica da epístola aos Hebreus, e emprega-se para mostrar a diferença entre a imaturidade e a maturidade espiritual.
Aqueles que conhecem Jesus Cristo como Salvador têm um conhecimento elementar do mesmo Jesus como Redentor; mas os que o conhecem como Sacerdote são considerados como possuidores de maior conhecimento e experiência. A redenção é, em grande parte, negativa, implicando livramento do pecado; mas o sacerdócio é inteiramente positivo, envolvendo o acesso a Deus.
Os cristãos hebreus conheciam Cristo como Redentor, mas deviam também conhecê-Lo como Sacerdote, oferecendo-se então a oportunidade de um livre e corajoso acesso a Deus em todos os tempos. Este sacerdócio de Cristo acha-se associado com o de Melquisedeque, um sacerdócio misterioso, que vem mencionado em Gn 14, e recordado em tempos posteriores no Salmo 110. O argumento da epistola aos Hebreus é que o fato de ter sido mencionado naquele Salmo um sacerdócio diferente do de Arão, era uma prova de que alguma coisa superior ao sacerdócio de Arão era necessária. O sacerdócio de Melquisedeque é referido para explicar a pessoa Divina do sacerdote, sendo a sua obra ilustrada com o sacerdócio arônico, visto como não havia uma obra sacerdotal em conexão com Melquisedeque.
O sacerdócio de Cristo é considerado como estável e eterno, não sendo jamais delegado a qualquer outra pessoa (Hb 7.24). E este caráter do sacerdócio é devido ao fato de que o sacrifício de Jesus Cristo é superior aos sacrifícios do Antigo Testamento, pois é completo, espiritual e eficaz para a redenção (Hb 9.12 a 14; 10.11 a 14). Deste modo o sacerdócio de Cristo nos ensina aquela grande verdade de que o Cristianismo é a “religião do acesso ; e revela-se isso na exortação “aproximai-vos”.
CONCLUSÃO
Em Cristo todos os crentes são
considerados como sacerdotes; mas o ministro do Evangelho, distinto na verdade
do leigo, nunca no Novo Testamento é mencionado como sacerdote. Ele é o
presbítero ou o ancião, palavras que têm uma idéia inteiramente diferente.
Mesmo o sacerdócio, na referência aos crentes, nunca está associado com os
cristãos individuais, mas tem-se em vista a sua capacidade de corporação:
“sacerdócio santo” (1Pe 2.5). A verdade fundamental a respeito do sacerdócio no
Novo Testamento é esta: O Servo é um sacerdote!.
LIÇÃO 10ª- AS LEIS CIVIS ENTREGUES POR MOISÉS AOS ISRAELITAS
sábado, 8 de março de 2014 Seja o primeiro a comentar!
ESTE COMENTÁRIO FOI ESCRITO PELO VICE-DIRIGENTE DA ESCOLA DOMINICAL EM PEREIRA CARNEIRO 1 O IRMÃO FLÁVIO JOSÉ.
INTRODUÇÃO
Deus é justo e deseja que o seu povo aja justamente, assim
entregou a seu povo o Decálogo e algumas leis civis, com o objetivo de que
Israel se tornasse uma nação-modelo. Os Dez Mandamentos e as leis que os judeus
receberam têm como equivalentes no Brasil a legislação constitucional e o
código penal. A Lei de Moisés é um termo usado com freqüência na
Bíblia, em primeiro lugar por Josué (8:32).1 O termo Lei
mosaica é usado nos textos acadêmicos. A Lei mosaica é composta por um
código de leis formado por mandamentos, ordens e proibições. No N.T encontramos
o Cristo falando sobre a lei que foi entregue a Moises, refutando os fariseus e
escribas com a propria lei. Mas o fato marcante nessa história é o resumo feito
pelo Cristo Vivo é resumir toda a lei em apenas dois mandamentos. Depois o
apostolo Paulo tambem instrui o povo de Deus nas questoes da propria lei, avia
muitos atritos sobre este assunto. No livro de Atos em contramos no primeiro
concilio, as questoes impostas pelos irmãos foram sobre o comprimento da lei. Temos
muitas coisas para falar de lei mosaica. A lei é a vontade de Deus revelada.
INSTITUIÇÕES CERIMONIAS
INSTITUIÇÕES CERIMONIAS
As
instituições cerimoniais, por exemplo, estavam maravilhosamente adaptadas às
necessidades, tanto espirituais como materiais, dum povo nas condições do
israelita. Porquanto:
1)
Eram, até certo ponto, regularmente sanitários. E era isto um dos fins daquelas
disposições, referentes às várias purificações, à separação dos leprosos, e à
distinção de alimentos, etc.
2)
Serviam para perpetuar entre os israelitas o conhecimento do verdadeiro Deus,
para manter a reverência pelas coisas santas, para a manifestação de sentimento
religiosos na vida, todos os dias, e em todas as relações sociais. Dum modo
particular eram festas sagradas fatores de valor para a consecução destes fins.
3) Tinham, além isso, o efeito de evitar que os israelitas se tornassem estreitamente relacionados com as nações circunvizinhas (Ef 2.14,17). E assim deviam tantas vezes ter guardado o povo israelita da idolatria e corrupção, que campeavam em todo o mundo: deste modo conservou-se a nação inteiramente distinta dos outros povos, até que veio o tempo em que esta barreira já não era necessária.
4)
Estas observâncias tinham outros usos na sua simbólica significação. Em
conformidade com o estado moral e intelectual do povo que não tinha ainda
capacidade para prontamente alcançar as verdades divinas, eram as coisas
espirituais representadas por objetos exteriores e visíveis. E assim, as ideias
de pureza moral e de santidade divina eram comunicadas e alimentadas pelas
repetidas abluções das pessoas e moradas; pela escolha de animais limpos para o
sacrifício; pela perfeição sem mácula, que se requeria nas vítimas oferecidas;
e pela limitação das funções sacerdotais a uma classe de homens que eram
especialmente consagrados a estes deveres, e que se preparavam com repetidas
purificações. Além disso, pela morte da vítima expiatória, para a qual o
pecador tinha simbolicamente transferido os seus pecados pondo as mãos sobre a
cabeça do animal e oferecendo a Deus o sangue que representava a vida,
ensinava-se a importante verdade de que o pecado merecia um castigo extremo,
que somente podia ser desviado sacrificando-se outro ser em substituição. E
desta maneira, por meio de símbolos impressivos, lembravam-se constantemente os
piedosos israelitas da justiça e santidade da violada Lei, da sua própria
culpa, e de quando necessitavam da misericórdia divina; e quando eram efetuados
estes serviços religiosos, na sinceridade dum espírito reto, a alma crente era
enriquecida com a humilde esperança da compaixão divina, e manifestava-se em
atos de gratidão, de obediência, e de amor.
5) Estas várias instituições prefiguravam também coisas futuras, melhores e
mais grandiosas (Gl 3.24). Pelo que se diz na epístola aos Hebreus,
sabemos que o sacerdócio, os sacrifícios, e todos o ritual judaico formavam uma
profecia típica da pessoa e obra do Grande Libertador, e daquela redenção
eterna que Ele devia executar quando chegasse a plenitude dos tempos.
A Lei não era destruída pelos Evangelho. Era isso evidente pelas próprias
declarações de Jesus Cristo. Ele não veio pra "revogar a lei" mas pra
cumpri-la (Mt 5.17,18). Quando a Lei era apenas típica, servindo para certo
fim, que a vinda de Cristo havia abolido, então era nisso ab-rogada. Tinha
realizado o seu propósito, e já não era necessária (Gl 3.24,25). A parte cerimonial
deixou de ter a sua verdadeira significação. Aquele para que a Lei apontava, já
tinha vindo. Restavam as permanentes obrigações da lei moral, cuja aplicação
foi alargada pelo Salvador (Mt 5.21-48). Todavia, em virtude da grande
influência da Lei na vida e pensamento do povo judeu, não é para admirar que
sob a nova aliança se tornassem as suas ordenações um assunto de alguma
perplexidade. Para compreensão deste ponto, veja-se o livro de At (10, 11, 15)
e ainda Romanos, Gálatas e Hebreus.
CONCLUSÃO
Como, porém, colocamos isso em prática? Simplesmente vivendo um
relacionamento íntimo e autêntico com Jesus Cristo. O que pensamos, o que
falamos, o que fazemos ou deixamos de fazer deve ser determinado somente por
Jesus: “E tudo o que
fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando
por ele graças a Deus” (Cl 3.17). Na prática, devemos nos comportar
como se tudo o que fizermos levasse a assinatura de Jesus. Somente quando nos
entregarmos completamente ao Senhor Jesus poderemos produzir fruto espiritual.
Quando submetermos nosso ser ao Senhor, o fruto do Espírito poderá crescer em
nós em todos os seus nove aspectos. Talvez nós mesmos nem o percebamos, mas
certamente as pessoas que nos cercam perceberão que o Espírito está frutificando
em nós. Que seja assim na vida de todos nos
LIÇÃO 9ª - UM LUGAR DE ADORAÇÃO NO DESERTO
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014 Seja o primeiro a comentar!
ESTE COMENTÁRIO FOI ESCRITO PELO IRMÃO ANTONIO VICENTE PRESBITERO E DIRIGENTE DA ESCOLA DOMINICAL EM BELÉM DE JUDA 1.
Êx. 25.1-9
INTRODUÇÃO
Depois de passar o mar vermelho, Israel continuou a sua marcha em direção a terra prometida, entra no deserto de sinai, recebe os mandamentos através de seu líder, Moisés homem escolhido por Deus e com seus auxiliares lhe é orientado. Conforme o modelo mostrado no monte um lugar para adoração. Êx. 14.15; l5.22 19.1.2; Êx. 25 .
l- A CONSTRUÇÃO DE TABERNÁCULO
O tabernáculo um santuário móvel que acompanhou os hebreus durante sua peregrinação pelo deserto. Êx 25-31. os israelitas necessitavam da presença de Deus permanente entre eles, o que se realizou por meio do tabernáculo. Embora em sentido literal seja impossível que sua presença se limite a um lugar. Em Atos 7.48, a Bíblia diz: “ O Altíssimo não habita em templos feito por mãos de homens ...” e Jo. 4.21, Jesus falando a mulher samaritana, diz:”mulher crê-me , a hora vem em que neste monte nem em Jerusalém adorareis o pai...” Então o tabernáculo seria para lembrar ao povo de que possuia a presença de Deus entre eles. Onde habitaria como rei de seu povo e receberia a homenagem de seu culto. Desejaria peregrinar com seu povo pelo deserto guiando-os, defendendo de seus inimigos e conduzi-los ao descanso de uma vida sedentárias em Canaã . (Êx 19.5,6 ) Nós temos como igreja as consolações do Senhor Jesus, que afirmou em Mt 28.20b. “E certamente estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”. Quando entregar se vida a Jesus, então Ele habitara em você aparte deste dia. (Jo 14.16,17).
1-1 NOMES DADO AO TABERNÁCULO.
Em geral chamava-se “Tenda ou Tabernáculo” ,por sua cobertura exterior que o assemelhava a uma tenda. Também se denominava “Tenda da Congregação”, porque ali Deus se reunia com o seu povo.(Êx. 29.42-44).” Tabernáculo do Testemunho”, visto que continha a arca com as tábuas da lei.(Êx 38.21) . Que testificava da santidade de Deus e da pecaminosidade do homem. Além disso, Santuário, porque era uma habitação santa para o Senhor. (Êx 25.8).
1-2 DEUS DESEJA UM CORAÇÃO DISPOSTO.
Entre muitas lições que DEUS ensinou a Israel quando o livrou do Egito, no deserto suas experiências vividas, que só pode ser apreendidas , trabalhando em cooperação com DEUS, e na forma como ELE deseja. Paulo disse aos Coríntios ; (I Co 3. 9 ). Porque nós somos cooperadores de DEUS; vós sois lavoura de DEUS e edifícios de DEUS. Os cooperadores tem seus nomes escritos no livro da vida .(Fl. 4.3). São uma consolação para os outros irmãos como para igreja. (Cl. 4. 11) . Como cooperadores devem ser acolhidos. (3 Jo. 1.8). Portanto não desista da sua chamada.
1-3 OFERTAS VOLUNTÁRIAS PARA A CONSTRUÇÃO DO TABERNÁCULO.
A primeira coisa que DEUS pediu foi uma oferta, ninguém foi obrigado a dar, as ofertas deveriam ser voluntárias, exceto a que nasce do coração , isto é do amor e gratidão. Jesus está atento as nossas ofertas.( Mc. 12.41- 43). É importante que cada um tivesse a oportunidade de dar alguma coisa .(II Co. 9.7). Precisava-se de metais, materiais e tecidos de todos os tipos; deveriam dar segundo o que possuíam . Os israelitas davam com tanta alegria e tão generosamente que foi necessário suspender a oferta. (Êx. 36. 5-7 ; 35. 21-24). Além disso foi pedido que apresentar-se pessoas habilidosas, do conhecimento do trabalho deles. Inclusive mulheres hábeis de mãos, fiando tecidos primorosos. ( Êx 35. 25,26). Homens cheios do Espírito Santo e ungido para o trabalho com projetos do Tabernáculo , ( Êx 31. 1-11). Deus concede ministérios especiais a alguns e trabalho para todos
1.4- O TABERNÁCULO E SUAS MEDIDAS.
Em sua estrutura física, suas medidas eram aproximadamente 13,5m de comprimento por 4,5m de largura; por 4,5m de altura. ( esta medida varia de acordo com a medida do côvado). Assim sendo feito de duas áreas : O SANTO LUGAR que media 9m de comprimentos por 4,5m de largura, e o SANTO DOS SANTOS com cerca de 4,5m de comprimentos e 4,5m de largura). Separados por um véu de linho fino retorcido, com desenhos de querubins e suspenso sobre quatro colunas.
II - O TABERNÁCULO E SEUS MÓVEIS.
No Pátio do Tabernáculo (Êx. 27.9). O povo precisavam de aprender a forma correta de se chegar a presença de DEUS e adorá-lo . Indicava que, na adoração a DEUS deve haver separação e santidade. (I Pe. 1.15).
2-1 O ALTAR DOS HOLOCAUSTOS.
Ao entrar pela porta deparava-se os israelitas com esta peça, onde encontrava o sacerdote para oferecer sacrifícios a DEUS, a fim de expiar os seus pecados e obter o perdão. Tipificava CRISTO; o nosso sacrifício perfeito (Ef. 5.2). Neste simbolismo o pecador deve iniciar a caminhada em direção a DEUS.
2-2 A PIA DE COBRE.
Peça construída em bronze retirada dos espelhos doados pelas mulheres, (Êx 38.8) . Onde os sacerdotes se lavavam, antes de executarem os serviços sacerdotais. O CRISTÃO como sacerdote de hoje, ( I Pe. 2.5,9). já receberam o banho da regeneração ( Jo. 3.5; Tt. 3.5). Este ato de lavar-se e realizado com a água, pela Palavra de DEUS. ( Sl. 119. 9-11), (Jo. 15.3).
2-3 A MESA DOS PÃES.
Sobre esta mesa eram colocados doze pães, e se localizava a direita do lugar Santo, onde a expressão “ PÃES DA PREPOSIÇÃO “ significa literalmente PÃES DE ROSTO, em algumas versões da Bíblia , pão da presença, por ser colocado continuamente na presença de Deus e representavam uma oferta de gratidão a Deus, ao ser trocado todos os sábados. Estes pães apontava para JESUS CRISTO, o pão da vida.(Jo. 6.35). Precisamos chegamos diariamente ao Senhor com louvor adoração, oração e vigílias, não apenas no Domingo. (Sl. 141.2).
2-4 O CASTIÇAL.
Também chamado de CANDELABRO, era a única luz do tabernáculo, e representa o Espírito Santo, que transmite a luz de Cristo a este mundo;(Jo. 16.14). O azeite puro da oliveira e um símbolo do Espírito Santo, apontava para Jesus Cristo a luz do mundo, e quem o segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. (Jo. 8.12). Também simboliza a igreja em (Ap. 1.12,13,20). e Jesus ainda diz: Vós sois a luz do mundo (Mt. 5.14). Mas para isso enchei-vos do Espírito (Ef. 5.18).
2-5 ALTAR DO INCENSO.
Ensina-nos que uma vida de oração é imprescindível para agradar a Deus , porque o incenso simboliza a oração , o louvor e a intercessão do povo de Deus, tanto no Antigo Testamento (Sl. 141.2). como no Novo Testamento ( Lc. 1.10). (Ap. 5.8; 8.3).
2-6 A ARCA DO CONCERTO.
Era uma caixa de madeira forrada de ouro e carregada nos
ombros pelos sacerdotes. Onde o sumo sacerdote entrava uma única vez no ano.
Colocado depois do véu e apontava para a humanidade e a divindade do Senhor JESUS CRISTO, e continha dentro dela as tábuas da lei, a vara de Arão que florescera e o maná. E também simbolizava a presença de Deus no meio do povo. (Hb. 10.19,20). Mostra a gloriosa revelação profética entre o SANTO DOS SANTOS e o SENHOR JESUS. O povo salvo na atualidade.
III -CORRESPONDÊNCIA ENTRE TABERNÁCULO E CÉU.
O tabernáculo e os rituais praticados ali eram cópias ou sombras das coisas celestiais.(Hb. 8.5 ; 9. 23,24). não significa que o céu possui uma arquitetura física.
TABERNÁCULO CÉU
Santuário terrestre (Hb. 9. 1-15). - Santuário celestial (Hb. 8.2).
Santo dos Santos (Hb. 9 .3b). Santo dos Santos, a presença de Deus.(Hb. 10.19)
O véu ( Hb. 9.3b). - O véu como corpo de Cristo (Hb. 10.10,20).
Sangue de animais .(Hb. 9.13) - Sangre de Cristo . (Hb. 9.14).
O altar (Hb. 7.13). - Cristo nosso altar ( Hb. 13.10).
Sumo Sacerdote. (Hb. 5.1-4) - Cristo nosso grande Sumo Sacerdote (Hb4.14).
Os Sacrifícios, (Hb. 10.1-4). - Cristo nosso Sacrifício (Hb. 9.23-28).
A arca, (Hb. 9.4). - O trono da graça . ( Hb. 4. 16).
O altar do incenso (Hb. 9.4). - O altar do incenso no céu. (Ap. 8.3).
CONCLUSÃO
O tabernáculo representa Cristo, o verbo que se fez carne e habitou entre nós (Jo. 1.14). Com Ele aprendemos o caminho a Deus e a fazer a vontade do Pai. Assim deve fazer a igreja adorando-o , servindo-o e vivendo para JESUS em SANTIDADE. ( I Pe. 1.15). Que Deus vos abençoe.
REFERÊNCIAS:
=Almeida, João Ferreira de. Bíblia do Obreiro-SBB.
=Almeida, João Ferreira de , Bíblia Aplicação Pessoal. 2008.CPAD.
=Coelho, André; Daniel, Silas, uma Jornada de Fé, Moisés, o Êxodo, e o caminho a terra prometida. 2013. CPAD.
=Gilberto, Antônio; Lições Bíblica, Uma Jornada de Fé. I Trimestre 2014.CPAD.
=Macdonald, William. Comentários Bíblico Popular. S. Paulo. Ed. Mundo Cristão,2010.
LIÇÃO 8ª- MOISÉS- SUA LIDERANÇA E SEUS AUXILIARES
sábado, 22 de fevereiro de 2014 Seja o primeiro a comentar!
ESTE COMENTÁRIO FOI ESCRITO PELO NOSSO PROFESSOR DA CLASSE DAS SENHORAS O IRMÃO CARLOS ANTONIO.
Moisés – Sua Liderança e Seus Auxiliares
Introdução: O povo hebreu foi liderado por três espécies de líderes espirituais: sacerdotes, profetas e sábios ( Jr. 18:18 ). Moisés foi sem dúvida em sua época o maior líder do povo hebreu, a princípio ele resistiu ao chamado divino, mas depois tornou-se um zeloso e dedicado líder entre os hebreus. Porém apesar das melhores intenções, Moisés passou a cometer um grave erro em seu ministério, ele estava centralizando e monopolizando demais o seu ministério; Isto o levaria a exaustão e a uma alta carga de estresse ( Êx. 18:18 ).
Embora o apóstolo Paulo tenha dito “ eu, de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas...” ( II Cor. 12:15 ), não significava que Paulo não tinha auxiliares ou cooperadores ( Fl. 4:3 ), ( Rm. 16:3 ), assim como o apóstolo; Moisés também necessitava de auxiliares. Apesar do seu erro, Moisés foi humilde ao escutar o conselho de seu sogro Jetro ( Êx. 18:24 ), provando assim que uma das grandes qualidades de um líder deve ser a humildade; a Bíblia diz que Deus resiste aos soberbos mas dá graça aos humildes ( Tg. 4:6 ).
Um dos principais auxiliares de Moisés foi sem dúvida o jovem chamado Oséias, que teve seu nome mudado posteriormente para Josué ( Nm. 13:16; Dt. 32:44 ), ele esteve ao lado de Moisés nos principais eventos da história do seu povo. Este jovem capitão ficou conhecido também por sua coragem, ele surge de repente no confronto entre Amaleque e Israel no deserto de Refidim, esteve com Moisés no monte ( Êx. 24:13), foi um dos doze espias enviados por Moisés para espiar a terra de Canaã e era tido como sendo um dos escolhidos de Moisés ( Nm. 11:28 ), Josefo diz que ele tinha oitenta e cinco anos quando sucedeu a Moisés.
Porém outros além de Josué foram cooperadores de Moisés como Arão seu irmão, que era três anos mais velho que Moisés ( Êx. 7:7 ), Miriã também sua irmã, seu sogro Jetro e também outros anônimos como os setenta anciãos escolhidos (Nm. 11:25). Liderar significa portanto ter habilidade suficiente para influenciar pessoas e canalizar seus esforços para atingirem objetivos. Sendo assim é necessário que o líder tenha qualidades e competências também para exercer uma liderança, pois a obra de Deus não pode ser feita relaxadamente ( Jr. 48:10 ).
Entre as características de Moisés como líder podemos destacar: 1) seu amor pelo rebanho que contrasta com a liderança autocrática ou autoritária, ( I Pe. 5:1,2 ), 2) sua mansidão e humildade ( Nm. 12:3 ), 3) sua fidelidade, 4) visão espiritual, 5) fé, entre outras qualidades que fizeram dele um grande herói da fé.
Conclusão: Apesar de haver escolas de preparação e instrução secular como as que Moisés foi instruído no Egito, sabemos que só Deus pode chamar, preparar e capacitar homens e mulheres para sua obra ( II Cor. 3:5 ) Amém!.
LIÇÃO 7ª - OS DEZ MANDAMENTOS DO SENHOR
sábado, 15 de fevereiro de 2014 Seja o primeiro a comentar!
ESTE COMENTÁRIO FOI ESCRITO POR NOSSA PROFESSORA DA CLASSE DOS JOVENS, CHARLENE.
Gálatas 2.16
Sabendo que o homem
não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também
crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé de Cristo e não pelas
obras da lei, porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada.
A paz do senhor Jesus meus irmãos, neste domingo a lição nos
traz “Os Dez Mandamento Do Senhor”.
MANDAMENTO
mitswãh ( "mandamento”.
Este substantivo ocorre 181 vezes no Antigo Testamento. Sua primeira ocorrência
e em Gn 26.5, onde mitswãh é sinônimo de hõq ("estatuto")
e tôrãh (“lei”): “Porquanto Abraão
obedeceu a minha voz e guardou o meu mandado [mandamento], os meus preceitos,
os meus estatutos e as minhas leis”.
No Pentateuco. Deus sempre é o
Doador do mitswãh: "Todos os mandamentos que hoje vos ordeno
guardareis para os fazer, para que vivais, e vos multipliqueis, e entreis, e
possuais a terra que o SENHOR jurou a vossos pais. E te lembraras de todo o
caminho pelo qual o SENHOR, teu Deus. te guiou no deserto estes quarenta anos, para
te humilhar, para te tentar, para saber o que estava no teu coração, se
guardarias os seus mandamentos ou não” (Dt 8.1,2). O “mandamento”pode
ser uma prescrição (“tu não farás”) ou uma proscrição (“tu não farás"). Os
mandamentos eram dados na audiência dos israelitas (Ex 15.26; Dt 11.13). que
deviam “obedecê-los” (Lv 4.2SS) e “guardá-los” (Dt 4.2; SI 78.7). Qualquer
fracasso em não obedecê-los significava quebra do concerto (Nm 15.31), transgressão
(2 Cr 24.20) e apostasia (1 Rs 18.18).O plural de mitswãh denota “corpo
de leis” dado por revelação divina. As traduções da Septuaginta são: entole (“mandamento;
ordem") e prostagma (“ordem; mandamento;injunção”).
Os Dez Mandamentos, escritos em ÊXODO 20.1-17.
E importante saber que era o SENHOR, teu Deus , que estava
falando. Estas palavras foram ditas por Deus ao povo como normas orientadoras
para toda a humanidade. Não basta afirmar que são pertinentes apenas para a
época em que foram dadas. “Deus queria que os israelitas entendessem claramente
que fora Ele mesmo que lhes dera os mandamentos.” Além disso, as pessoas
ouviram todas estas palavras . No original hebraico, os Dez Mandamentos são
chamados “dez palavras” (34.28; Dt 4.13; 10.4; daí o título Decálogo, lit.,
“dez palavras”). Estes dizeres não foram copiados do Egito ou de outras nações,
como alguns suspeitam.
"As
declarações do monte Sinai são nobres e inteiramente diferentes de qualquer
coisa encontrada em todo o conjunto da literatura egípcia.”
Deus deu estas palavras não como meio de salvação, porque
este povo já estava salvo do Egito, mas como norma de conduta. Levando em conta
que a obediência era uma cláusula para a continuação do concerto (Êxodo19.5),
estas palavras se tornaram a base de perseverança na qualidade de povo de Deus.
Paulo deixou claro
que a observância da lei não é meio de salvação pessoal, pois a justificação é
pela fé em Cristo (Gl1 2.16). A lei conduz a Cristo, mas não salva (Gl1 3.24).
“Se não é verdade que podemos cumprir a lei para ganhar o céu, é igualmente
falso que podemos quebrá-la sem sermos punidos ou sentirmos remorso.” Deduzimos
que esta lei moral foi dada como fundamento providencial para a fé do povo de
Deus. Quem o ama observa sua lei. Dividir a lei em lei moral, lei cerimonial e
lei civil é, por um lado, útil, e, por outro, enganoso. Lógico que a lei moral
do Decálogo é básica e expressa a responsabilidade de todos os homens. Mas as
outras leis dadas a Israel também eram igualmente obrigatórias. “As leis de Deus
eram demonstração de sua justiça, por meio de símbolos, e forneciam uma
disciplina pela qual, os israelitas poderiam ser conformados à santidade de
Deus.” As leis sociais e cerimoniais mudam, mas as relações fundamentais entre
Deus e o homem, e entre os homens, conforme exaradas no Decálogo são eternas.
A divisão dos
Dez Mandamentos
É entendida de modos variados. Seguindo Agostinho, a Igreja
Católica Apostólica Romana e a Igreja Luterana consideram os versículos 2 a 6 o
primeiro mandamento e dividem o versículo 17, que trata da cobiça, em dois
mandamentos. O judaísmo hodierno reputa que o versículo 2 ordena a crença em
Deus e é a primeira palavra; e combina os versículos 3 a 6 na segunda. A
divisão aceita nos primórdios da igreja torna o versículo 3 o primeiro
mandamento e os versículos 4 a 6 o segundo. Esta posição foi “apoiada por
unanimidade pela igreja primitiva, e é mantida hoje pela Igreja Ortodoxa
Oriental e pela maioria das igrejas protestantes”.19
Os primeiros quatro mandamentos compõem a primeira tábua do
Decálogo e mostram a relação apropriada do homem com Deus. Têm seu cumprimento
no primeiro grande
Êxodo 20.3-6 O Concerto
Mandamento: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu
coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mt 22.37). Os
últimos seis mandamentos lidam com as relações humanas e cumprem-se no amor ao
próximo como a si mesmo.
1. O Primeiro Mandamento: Não Ter Outros Deuses (20.3)
O versículo 2 é a introdução do primeiro mandamento. Deus
identifica quem tirou os filhos de Israel da servidão egípcia: O SENHOR. Visto
que ele os libertara e provara que era supremo, eles tinham de torná-lo seu
Deus. Não havia lugar para competidores. Todos os outros deuses eram falsos.
Perca
“Diante de mim” no versículo 3 significa “lado a lado comigo
ou além de mim”. No versículo 20 Deus não esperava que Israel o abandonasse;
Ele sabia que o perigo estava na tendência de prestar submissão igual a outros
deuses. Este mandamento destaca o monoteísmo do judaísmo e do cristianismo.
“O primeiro mandamento proíbe todo tipo de idolatria mental
e todo afeto imoderado a coisas terrenas e que podem ser percebidas com os
sentidos.” Não existe verdadeira felicidade sem Deus, porque Ele é a Fonte de
toda a alegria. Quem busca alegria em outros lugares quebra o primeiro
mandamento e acaba na penúria e em meio a acontecimentos trágicos.
2. O Segundo Mandamento: Não Fazer Imagens (ÊXODO 20.4-6)
“Como o primeiro mandamento afirma a unidade de Deus e é um
protesto contra o politeísmo, assim o segundo afirma sua espiritualidade e é um
protesto contra a idolatria e o materialismo.” Embora certas formas de
idolatria não sejam materiais — por exemplo, a avareza (Cl 3.5) ou a
sensualidade (Fp 3.19) —, o segundo mandamento condena primariamente a
fabricação de imagens (4) na função de objetos de adoração. Este tipo de
idolatria sempre existiu entre os povos pagãos mais simplórios do mundo. A
história de Israel comprova que esta tentação é traiçoeira.
Estas imagens pagãs eram feitas na forma de coisas vistas no
céu, na terra e nas águas. Estas imagens não deveriam se tornar objetos de
adoração: Não te encurvarás a elas (5). Os versículos 4 e 5 devem ser
considerados juntos. Não há condenação para a confecção de imagens, contanto
que não se tornem objetos de veneração. No Tabernáculo 25.31-34) e no primeiro
Templo (1 Rs 6.18,29) havia obras esculpidas. A idolatria consiste em
transformar uma imagem em objeto de adoração e atribuir a ela poderes do deus
que representa. Se considerarmos que gravuras ou imagens de pessoas possuam
poderes divinos e que sejam adorados, então elas se tornam ídolos.
Deus apresentou os motivos para esta proibição. Ele é Deus
zeloso, no sentido de que não permite que o respeito e a reverência devidos a
Ele sejam dados a outrem. Deus não regateia o sucesso ou a felicidade para as
pessoas, como faziam os deuses gregos. E para o bem dos filhos de Deus que eles
devem consagrar e reverenciar o nome divino. Deus
pune a desobediência e recompensa a obediência . Muitos questionam o julgamento
nos filhos de pais ofensores, mas tais julgamentos são temporários (ver Ez
18.14-17) e aplicam-se às conseqüências, como, por exemplo, doenças, que
naturalmente seguem as más ações. O medo de prejudicar os filhos deveria
exercer coibição salutar na conduta dos pais. As perdas que os filhos sofrem
por causa da desobediência parental podem levar os pais ao arrependimento. Na
pior das hipóteses, a pena vai até à terceira e quarta geração, ao passo que a
misericórdia é mostrada a mil gerações quando há amor e obediência.
3. O Terceiro Mandamento: Não Tomar o Nome de Deus em Vão (20.7)
Tomar o nome do SENHOR, teu Deus, em vão é “recorrer ao
irrealismo, ou seja. servir-se do nome de Deus para apelar ao que não é expressão
do caráter divino”.Tal uso profano do nome de Deus ocorre no perjúrio, na
prática da magia e na invocação dos mortos. A proibição é contra o falso
juramento e também inclui juramentos levianos e a blasfêmia tão comum em nossos
dias. “Este mandamento não obsta o uso do nome de Deus em juramentos verdadeiros
e solenes.” Deus odeia a desonestidade, e é pecado sério alguém usar o nome
divino para encobrir um coração mau, ou para se fazer melhor do que se é. A
pessoa que procura disfarçar uma vida pecaminosa, ao mesmo tempo em que
professa o nome de Cristo, quebra este terceiro mandamento. Tais indivíduos são
culpados diante de Deus (versículo7) e só recebem misericórdia depois de se
arrependerem. Os justos veneram o nome de Deus por ser santo e sagrado.
4. O Quarto Mandamento: Santificar o Sábado (20.8-11)
O uso do verbo lembra-te (8) insinua que é fácil
negligenciar o dia santo de Deus. Tinha de ser mantido em ininterrupta
consciência e santificado, ou seja, “retirado do emprego comum e dedicado a
Deus” (ATA). Todo o trabalho comum seria feito em seis dias (9), ao passo que o
sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus (versículo10). Era um dia dedicado,
separado, a ser dado inteiramente a Deus.
Ninguém deveria trabalhar neste sétimo dia. O senhor não
deveria fazer seus servos trabalharem. Até os animais tinham de descansar do
trabalho cotidiano. Havia proibições específicas, como a ordem de não colher
maná (Êxodo16. 26), não acender fogo (Êxodo 35.3), não apanhar lenha (Nm
15.32-36). Embora o foco seja negativo, a lei permitia o trabalho necessário,
como o trabalho de sacerdotes e levitas no Templo, o atendimento a doentes e o
salvamento de animais (cf. Mt 12.5,11).
A razão para observar o sábado é que Deus fez a terra em
seis dias e ao sétimo dia descansou; portanto, abençoou o SENHOR o dia do
sábado e o santificou (111. As Escrituras não fazem uma lista de coisas que se
deve fazer no sábado. A inferência inequívoca é que o dia é de descanso e
adoração. As ocupações seculares e materialistas devem ser substituídas por atividades
espirituais. Cristo condenou o legalismo que deu ao dia a forma severa e
insensível, embora não tenha anulado a sacralidade do dia. Foi ordenado para o
bem do homem (Mc 2.23-28).
A observância do dia do Senhor (domingo) como o sábado
cristão preserva o princípio moral que há neste mandamento. A mudança do sábado
judaico para o sábado cristão foi feita gradualmente sem perder necessariamente
o propósito de Deus para este dia santo.26 Notamos que os versículos 9 e 10 não
especificam o sábado nem “o sétimo dia da semana” como o dia do descanso
sabático. A letra do mandamento é cumprida pela observação do dia seguinte aos
seis dias de trabalho, como faz o cristão.
5. O Quinto Mandamento: Honrar os Pais (20.12)
Honra a teu pai e a tua mãe é o primeiro mandamento em
relação aos homens e rege o primeiro relacionamento que a pessoa tem com
outrem: a relação dos filhos com os pais.
Este mandamento é tão básico que é amplamente universal. A maioria das
sociedades reconhece a importância de filhos obedientes. A melhor exegese deste
versículo é a exortação de Paulo encontrada em Efésios 6.1-3, onde ele destaca
as responsabilidades de pais e filhos. Com este mandamento ocorre uma promessa.
Quem honra os pais tem a garantia de vida longa. O propósito desta promessa
visava a nação em sua permanência na Palestina e o indivíduo que obedece. A
promessa ainda vigora: a nação cujos filhos são obedientes permanece sob a
bênção de Deus, e os indivíduos obedientes aos pais têm a promessa de vida mais
longa. Haverá exceções a esta regra, mas aqui destacamos sua aplicação geral.
6. O Sexto Mandamento: Não Matar (20.13)
A vida é a possessão humana mais estimada e é errado privar
alguém da vida sem justa causa. A história de Israel mostra que este mandamento
não é absoluto. Houve
a adição de outras cláusulas, como o homicídio desculpável (Êxodo21. 13), o
homicídio acidental (Nm 35.23) e o homicídio justificável (Êxodo 22.2). Israel
também foi autorizado a matar os inimigos. Não há exegese racional que condene
a pena de morte ou a guerra simplesmente com base neste mandamento. Jesus
esclareceu seu significado quando o citou: “Não matarás” (Mt 19.18).
Não há justificativa para a instigação de motins e rebeliões
desnecessárias ou outras condições semelhantes que levem ao derramamento de
sangue. Há responsabilidade evidente pelo cuidado adequado em viagens, projetos
construtivos e jogos esportivos onde haja perigo. Esforços individuais e
comunitários são necessários para a preservação da vida humana. Mas este
mandamento não requer nem justifica o prolongamento da vida por meio de
remédios e equipamentos auxiliares quando a esperança pela vida normal se
extingue.
7. O Sétimo Mandamento: Não Adulterar (20.14)
A pureza sexual é o princípio subjacente neste mandamento.
Adultério constituiu-se em relações sexuais ilícitas feitas por alguém casado.
Tratava-se de pecado contra a família. Mas este mandamento é aplicável a todos
os tipos de imoralidade sexual. A concepção em vigor atualmente que afirma
haver exceções a esta regra não tem justificativa. Jesus deixou claro que o
adultério está no coração e ocorre antes do ato (Mt 5.28). Este mandamento
condena todas as relações sexuais que acontecem fora do laço matrimonial.
Também infere a proibição de atos que precedem e conduzem ao ato sexual.
8. O Oitavo Mandamento: Não Furtar (20.15)
Este mandamento regula o direito da propriedade particular.
E errado tomar de outro o que é legalmente dele. Constitui roubo quando a
pessoa se apossa do que legalmente pertence a uma empresa ou instituição. Não
há justificativa para a “apropriação” mesmo quando a pessoa sente que o produto
lhe é devido. Este mandamento é quebrado quando a pessoa intencionalmente
preenche a declaração do Imposto de Renda com informações falsas, desta forma
retendo tributos devidos ao governo. Esta prática é imprópria mesmo que o
cidadão desaprove o governo.
Também passa a ser roubo o ato de tirar vantagens de outrem
na venda de propriedades ou produtos, ou na administração de transações
comerciais. E impróprio pagar salários mais baixos do que devem receber por
direito. O amor do dinheiro é o pecado básico condenado por este mandamento. A
obediência é perfeita somente com um coração puro.
9. O Nono Mandamento: Não Dar Falso Testemunho (20.16)
Enquanto que o roubo nos priva da propriedade, a conduta da
falsa testemunha nos rouba da boa reputação. Seja no tribunal ou em outro
lugar, nossa palavra sempre deve ser verdadeira. Não devemos divulgar um relato
até que verifiquemos sua veracidade. A repetição da fofoca é imoral; antes de
falar devemos averiguar a correção do que dizemos. Há ocasiões em que mesmo a
informação verdadeira não deve ser propagada; não temos a obrigação de anunciar
a todos o que sabemos que é a verdade. Mas quando falarmos, até onde sabemos,
sempre devemos dizer a verdade.
10. O Décimo Mandamento: Não Cobiçar (20.17)
Este último mandamento está por baixo dos quatro
precedentes, visto que atinge o propósito do coração. Matar, adulterar, roubar
e mentir são resultados de desejos errados que inflamam nosso ser. E singular
que a lei hebraica inclua este desafio ao nosso pensamento e intenção. “Os
antigos moralistas não reconheciam esta condição” e não condenavam os desejos
maus. Mas é no coração onde se inicia toda a rebelião, e este mandamento revela
o aspecto interior de todos os mandamentos de Deus.
Paulo reconheceu este aspecto interior da lei quando se
conscientizou de sua condição pecaminosa (Rm 7.7). Muitas pessoas são
absolvidas de crimes com base em atos exteriores, mas são condenadas quando
levam em conta os pensamentos interiores. Estes desejos cobiçosos são, por
exemplo, pela propriedade ou pela mulher pertencente ao próximo (versículo 17).
Tais desejos criminosos precisam ser purgados pelo Espírito de Deus; só assim
viveremos em obediência perfeita à santa lei de Deus.
Que Deus em Cristo abençoe sua vida.
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