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Sobre a escolha do tema: A MISSÃO INTEGRAL DA IGREJA: Porque o Reino de Deus está entre vós



O que significa dizer que a igreja possui uma missão integral?


Podemos notar que no percurso da história que muitas vezes a Igreja passou por “crises de identidade”. Qual o papel da Igreja, sua missão? Qual deve ser sua relação com a sociedade secular, com as outras religiões, com o governo civil?


Por não saberem resolver esse impasse, por não compreender a missão genuína da Igreja, vários lideres eclesiásticos com o passar do tempo conduziram à Igreja a graves erros. Podemos ter certeza disso quando observamos infelizmente o papel de destaque da Igreja no cesaropapismo durante o Império Bizantino, as Cruzadas, a Questão das Investiduras e o apoio à colonização das Américas. A Igreja nem sempre teve uma relação honesta com a política.



Nem sempre mantivemos as portas do diálogo abertas, aceitando os nossos erros humildemente. Pois se assim fosse não precisaria ter a Reforma Protestante, nem a Teologia da Libertação. Se tivéssemos colocado a mente não nas coisas terrenas e passageiras, mas no tesouro celestial, não precisaria existir o Movimento Monástico, nem a criação das Ordens medicantes, mas algumas vezes cambaleamos dentro da nossa própria ambição.


Ainda agora não sabemos reagir à filosofia relativista, não conseguimos fazer respeitada a nossa fé dentro das mais conceituadas universidades. E quando conseguimos finalmente nos fazer ouvidos, apostatamos da fé. Essa experiência traumática fez muitos desistirem até mesmo de tentar reverter o jogo. Então deixamos que muitos acreditassem que o nós cremos é irracional. Desde o surgimento da ciência moderna a nossa relação com o mundo acadêmico não foi a mesma. E daí aguardamos que as pedras clamem (Lucas 19.40). Mas ai da gente se elas clamarem.


Não quero com o que falei acima maldizer a Igreja de Cristo. Longe de mim, falar mal de Sua noiva, a casa de Deus, coluna e baluarte da verdade (I Timóteo 3.15). Porém quando historicamente alguns líderes eclesiásticos optaram por escolher apenas daquilo que era a metade da ordenança, uma parte, invés do todo, trouxeram escândalos e prestaram um desserviço à embaixada do Reino de Deus na terra, que é a Igreja.



Fazemos apenas a metade quando nos reconhecemos enquanto instituição, mas não enquanto instituição do Reino de Deus. Quando evangelizamos o céu e esquecemos que as pessoas sofrem por uma variedade de circunstâncias que precisam ser revolvidas imediatamente porque todo o sofrimento é urgente; a fome é urgente, a falta de roupa, moradia e de emprego são urgentes.


No entanto, fazemos a metade também quando esquecemos o céu e focamos nossas esperanças todas no mundo, como se a salvação limitasse-se somente para essa vida. Pois, se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens (I Coríntios 15.19).


Fazemos ainda a metade quando queremos evangelizar, mas não transformar a nossa cultura, para que todos experimentem a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Romanos 12.2). O cristianismo não é meramente uma religião, seria muito medíocre que pesássemos assim. Religiões possuem um poder de alcance muito limitado. Mas preste atenção naquilo que Charles Colson e Nancy Pearson falam:


O cristianismo genuíno é mais do que relacionamento com Jesus, tanto quanto se expressa em piedade pessoal, frequência à igreja, estudo da Bíblia e obras de caridade. É mais do que discipulado, mais do que acreditar em um sistema de doutrinas sobre Deus. O cristianismo genuíno é uma maneira de ver e compreender toda a realidade. É uma cosmovisão, uma visão de mundo. [...] O Cristianismo não pode ser limitado a apenas um componente em nossas vidas, uma mera prática religiosa, ou observância, ou ainda a uma experiência de salvação. Somos compelidos a ver o Cristianismo como a verdade abrangente, a raiz de tudo o mais. Essa é a realidade definitiva e final (COLSON, Charles e PEARCEY, Nancy. E agora, como viveremos? Rio de Janeiro, CPAD, 2000, pp. 33-34)  


E como fazer com que a Igreja cumpra a sua missão de forma integral? Entendendo qual é o sentido dela enquanto embaixadora do Reino de Deus. Pois quando ela cumpriu a sua missão à risca obteve grandes frutos, seja alimentando os famintos, seja libertando os oprimidos do diabo pelo poder do Evangelho.


É sobre tudo isso que falamos até aqui e muito mais que a nossa  revista (Lições Bíblicas) irá falar nessas próximas 13 semanas: A Missão Integral da Igreja: Porque o Reino de Deus está entre vós.


Confesso a vocês que não ficava ansioso por uma revista das Lições Bíblicas desde aquela sobre Jeremias, no segundo trimestre de 2010. Essa lição, do conjunto de Revistas que vem tratando de eclesiologia e pneumatologia em comemoração ao ano do Centenário, é a que eu mais gostei sobre esses temas. Tratar do Reino de Deus é positivo tanto do lado teórico da teologia como do lado prático da fé. Mas o que é o Reino de Deus?


Quando Jesus estava prestes a ser crucificado no meio de todo escárnio e pressão dos fariseus, Pilatos, com o desejo de entender o caso de Cristo, questiona-o sobre a acusação que lhe fazem de querer-se fazer rei dos judeus. Daí a pergunta “és rei dos judeus?”.


Jesus tentando fazer Pilatos compreender a diferença entre as perspectivas judaicas e romanas a respeito de tal declaração, pergunta se Pilatos queria saber dele mesmo (perspectiva romana) ou dos fariseus (perspectiva judaica). Pilatos responde dizendo está indiferente a perspectiva judaica, querendo saber apenas se Jesus era um sedicioso (João 18. 33-37).


Jesus então diz que o seu reino não é desse mundo. Quando diz reino a palavra que provavelmente Cristo usa é Malkuth que foi traduzida para palavra grega Basileia, ambas as palavras possuem o mesmo significado: realeza, domínio. Jesus estava querendo dizer a Pilatos que a origem da sua realeza, ou mesmo, o propósito da sua realeza não era terreno. 



James Tissot - da série "The Life of Christ" - Brooklyn Museum of Art - Nova York - EUA


Jesus dizendo isso queria mostrar que não almejava o título de procurador do império romano na Palestina de Pilatos e nem mesmo queria ser o imperador de Roma, pois a sua realeza vinha do céu. E é claro que aquele que habita no céu tem mais poder e majestade do que aquele que habita na terra, assim como tem mais poder o dono de uma mansão em comparação com seu colono, embora que Cristo em sua primeira vinda veio anunciar a aproximação do Reino e não a imposição de soberania deste Reino ao mundo.  


Isso não era uma pergunta de pessoas humildes ou de pessoas incultas nas Sagradas Escrituras, mas até os fariseus interrogavam Jesus sobre quando viria o Reino de Deus. Porém no texto bíblico Reino não está associado à geografia, isto é, territórios delimitados, mas à influência.


O que o profeta estava pregando era o tempo das transformações, é a chegada do Reino de Deus, que muda o que é antigo em novo, que transforma água em vinho, criatura velha em nova criatura, pois em Cristo as coisas velhas já se passaram e eis que tudo se fez novo.


Porque disse o profeta Isaías: “Já o tens ouvido; olha para tudo isto; porventura, não o admites? Desde agora te faço ouvir coisas novas e ocultas, que não conhecias.” (Isaías 48.6) e mais adiante o mesmo profeta diz: “Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas”. (Isaías 65.17). 


Mas se existe o novo reino que o homem não conhecia por ainda não ter sido revelado, a quem Cristo confiou para serem os embaixadores? O evangelista Mateus nos responde: Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: primeiro, Simão, por sobrenome Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Zelote, e Judas Iscariotes, que foi quem o traiu. A estes doze enviou Jesus, dando-lhes as seguintes instruções: Não tomeis rumo aos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos; mas, de preferência, procurai as ovelhas perdidas da casa de Israel; e, à medida que seguirdes, pregai que está próximo o reino dos céus. (Mateus 10.2-7).


Contudo se há o reino há uma constituição a qual esse reino está baseado, não é? Certamente. Cristo não só estabelece o reino, mas acentua as diferenças entre os dois reinos: o do mundo e o de Deus.


Há várias diferenças. A primeira diferença são os valores. Mas há outro ponto divergente. Boa parte dos reinos humanos foram impostos por atos violentos. Cristo, todavia nunca pregou o ódio nem a animosidade entre os homens, mas disse: Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra e Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia e ainda mais: Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus (Mateus 5. 5,7,9).


Se os homens dizem: “felizes os ricos”, Cristo diz felizes os humildes de espírito, se os homens dizem: “felizes os que tem poder para se vingar dos inimigos”, Cristo diz: “amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”. Mas isso tudo não é uma simples pregação moral?


Com certeza, porém há algo mais. A lei do Reino não é algo que podemos cumprir com as nossas próprias forças! Pois quem já mais reagiu pacificamente ao perverso e quem foi que ferido na face direita deu também a face esquerda para que continuasse a lhe bater, ou quem jamais foi magoado e humilhado por quem sempre amou e depois perdoou a pessoa, isso tudo fazendo por instinto natural?


Pois foi o próprio Jesus que disse a Nicodemos: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Pois o que interessa não é fazer o bem de forma interesseira, como quem diz farei a caridade para alcançar o céu ou mesmo a perfeição. Mas Cristo morreu na cruz por você e por mim sem pedir nada em troca. Esqueceu os nossos pecados sem barganhas ou chantagens, porém, apenas pelo santo sangue fez isso.


Percebeu? Essas lições têm tudo para serem as melhores que já ensinamos. Que Deus possa nos ajudar a não só ensinar com competência, mas a viver esse Reino e ajudar-nos a implantá-lo aqui no mundo. Sabemos que o Reino de Deus tem dois aspectos fundamentais: o presente, como nos ensinou Cristo a orar: Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu... (Mateus 6.10), e o futuro.


O futuro é céu, a terra é o presente. Desejemos o céu e não nos esquecemos de desejar o Reino de Deus na terra. O Éden nos foi tirado pelo nosso pecado, o paraíso terrestre é impossível, mas lembremos: somos o sal da terra e a luz do mundo, o sal não pode ser insípido, nem podemos esconder o brilho da luz, sob a pena de perdemos nossa identidade e sermos pisados pelos homens (Mateus 5.13).



P.S.: O Comentarista desse terceiro trimestre, embora, talvez não tão conhecido como os outros comentaristas, não é um estreante. Trata-se do pastor Wagner Gaby (foto ao lado), que já havia feito o comentário no terceiro trimestre de 2008 (As doenças do nosso século: As curas que a Bíblia oferece). 

É advogado e recentemente venceu uma eleição disputadíssima para presidente da Assembleia de Deus no estado do Paraná com uma margem estreita de votos. Mesmo tendo ainda comentado poucas vezes, em vista da sua capacidade, o pastor é um experiente conferencista na área de Escolas Dominicais, além de ser um escritor prolífico escritor e membro da Academia Evangélica de Letras.









Lista dos Comentaristas das Lições Bíblicas do 3º Trimestre de 2011





PROGRAMAÇÃO PARA OS COMENTÁRIOS DA REVISTA: A MISSÃO INTEGRAL DA IGREJA - Porque o Reino de Deus está entre vós












1.  O Projeto Original do Reino de Deus – Flávio José



2.   A Mensagem do Reino de Deus – Ezequiel Carvalho




3.  A Vida do Novo Convertido – Gilvan Gomes




4.   A Comissão Cultural e a Grande Comissão – Aguinaldo Barbosa




5.   O Reino de Deus Através da Igreja – Carlos Antônio




6.  A Eficácia do Testemunho Cristão – Sara Carvalho




7.  A Beleza do Serviço Cristão - Irmã Jofefa




8.  Igreja - Agente Transformador da Sociedade - Flávio José




9.  Preservando a Identidade da Igreja – Manassés Almeida



10.  A Atuação Social da Igreja – Aguinaldo Barbosa





 11.   A Influência Cultural da Igreja – Carlos Antônio




12. A Integridade da Doutrina Cristã – Um irmão a ser convidado





13. A Plenitude do Reino de Deus – Gilvan Gomes








Lição 13 - Aviva, ó Senhor, a Tua Obra!

Dessa vez teremos a estreia de uma comentarista novata no blog. Trata-se da professora da classe dos jovens: Charlene Albuquerque. Que vocês sejam ricamente abençoados com esse comentário.




P.S.: A irmã Charlene não disponibilizou nenhuma foto sua para colocarmos aqui.









Escrito por Charlene Albuquerque, professora da classe dos jovens





Ninguém me assistiu na minha primeira defesa, antes todos me desampararam. Que isto lhes não seja imputado. Mas o Senhor assistiu-me e fortaleceu-me, para que por mim fosse cumprida a pregação, e todos os gentios a ouvissem; e fiquei livre da boca do leão. E o Senhor me livrará de toda a má obra, e guardar-me-á para o seu reino celestial; a quem seja glória para todo o sempre. Amém (II Timóteo 4.16-18).



Paulo homem separado por Deus, conhecido como apostolo dos gentios. Ao escrever esta carta a Timóteo, ciente daquilo que estava por vim, pois estava preso em Roma, prestes a ser executado pelo evangelho (II Timóteo 4.6-7).


Certa vez ele disse aos anciões da igreja: E agora, eis que, ligado eu pelo espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que lá me há de acontecer, Senão o que o Espírito Santo de cidade em cidade me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações. Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus (Atos dos Apóstolos 20.22-24).



Estando ele em Mileto nos versículos 13-16  do capítulo 20 de Atos detalha de ilha em ilha até chegar em Mileto, que ficava a 48 Km ao sul de Éfeso, foi onde iniciou a 3ª viagem missionária de Paulo.







Estando ele ensinando por espaço de dois anos na sinagoga, depois na escola de Tirano, o evangelho se espalhou dali para toda província, uma cidade onde a idolatria predominava, pois ali havia santuários e o principal era o grande templo de Ártemis (Diana para os romanos). Chegando nesta cidade perguntou aos discípulos que ali estavam se eles haviam recebidos o Espírito Santo e eles responderam que não haviam ouvido ainda, pois eles eram batizados [apenas] no batismo de João.



E quanto Paulo fala sobre Jesus Cristo, e com imposição de suas mãos foram eles batizados, falavam línguas e profetizavam, e ao todo foram uns doze homens. Eles vivenciaram as coisas extraordinárias que ali aconteciam através de Paulo.



E Deus pela mão de Paulo fez maravilhas extraordinárias. De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saiam (Atos19.11-12).



Uma igreja que a principio nem haviam ouvido falar acerca do espírito santo, mas creram na pregação de Paulo e foram impactados com este poder, e o evangelho foi anunciado por toda província da Ásia. Este é para mim o verdadeiro avivamento.



O avivamento não se limita em apenas um milagre, mas tem base na pregação do evangelho, pois haverá alegria no céu por um pecador que se arrepender (Lucas 15.7).



A manifestação dos dons que estavam em Paulo, não só em Paulo [, mas] também em Pedro que com sua sombra [enfermos] eram curados (Atos 5.15), como também nos diáconos Filipe e Estevão. Homens que renunciaram sua vida por amor ao Evangelho e marcaram a história do cristianismo. Estando eles cientes de que haviam de padecer por Cristo, mas eles regozijavam por terem sido julgados de dignos e padecer a afronta pelo nome de Jesus (Atos 5.41).



Comparando em nossos dias – de que forma posso falar [?] – que infelizmente não vemos tais obras como nos tempos primitivos, se tais coisas são reservadas para nós e Deus não mudou?



Se analisarmos a grandeza de um sublime Deus, que fez o mundo em sete dias e nós somos obras primas suas e que deles somos, Ele é capaz de todas as coisas, pois para ele nada é impossível. Estamos negligenciando aquilo que [é o] nosso dever, que os cristãos de Éfeso vivenciaram grande avivamento, quando Paulo escreve a carta para os efésios ele estava preso.



Uma igreja que [era] em sua maioria [de] homens gentílicos, ele relembra no momento em que esteve em sua viagem missionária (Efésios 1.13). No versículo 16 [Efésios 1] ele dar graças a Deus por eles, pois eram uma igreja que tinha Fé no Senhor Jesus e o amor que com eles tinham com os santos (no versículo 15).



E mostra a eles o amor de Deus para com eles dizendo: que pela graça sois salvo (Efésios 2.4-5). Rogando-lhe que permanece na vocação que foram chamados (Efésios 4.1-2). Mas ao passarem alguns anos aquela igreja durante o reinado de Domiciano (81-96 d.C) [imperador romano, imagem ao lado], por causa da perseguição, onde muitos cristãos foram mortos e outros aprisionados, Paulo já tinha sido morto (ele foi decapitado).



Deus manda que João escreva para as sete igrejas da Ásia, a de Éfeso era a primeira carta, estando João [o evangelista, apóstolo] exilado em Patmos. Em Apocalipse 2.3-5 diz: E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste. Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.



Deus usa de misericórdia os chamando para o primeiro amor. Aquele amor que creu no batismo, o qual eles ainda não tinham ouvido entre os cristãos, como Paulo os havia pedido para que permanecessem.



Eles haviam deixado aquilo que Deus agrada-se, que [é] o amá-lo em primeiro lugar. E quantas vezes eu falo de mim mesmo, amo mais daquilo que pereci, das coisas que se vão, enquanto Ele está sempre convidando para uma comunhão profunda com Ele, às vezes com ouvidos tampados e ocupada demais para Ele.



Mas como ele é longânime e grande em benignidade, assim como chamou os cristãos de Éfeso dando-lhes a oportunidade de retornarem ao principal, ele também nos dá. Que passemos a vivenciar esta experiência, que marque como marcou aquele tempo.



Como disse o profeta em Habacuque 3.2: “Ouvi, SENHOR, a tua palavra, e temi; aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia”. Habacuque viu o juízo de Deus que estava por vir ao povo, ele reconheceu o quanto dependia de um despertamento e ele não perdeu a oportunidade de clamar a Deus pela Sua misericórdia.


Há um hino que diz assim:

- quero voltar ao inicio de tudo encontrar-me contigo Senhor, quero rever meus conceitos e valores, eu quero reconstruir, vou regressar ao caminho rever as primeiras obras Senhor, eu me arrependo Senhor, me arrependo Senhor...
- eu quero voltar ao primeiro amor eu quero voltar a Deus.



A cruz de Cristo não é só pra trazer o pecador ao arrependimento, mas também para trazer-nos à consciência do preço pago por nós. Nós não somos dignos e Ele nos deu de o Seu infinito amor, tão grande que não há medição. Então ele mostrou com sua própria vida, sem merecermos esse inexplicável amor, e vivenciá-lo... Sabendo que se sofrermos por alguma coisa ele primeiro sofreu por nós.





ATENÇÃO - Novidades Importantes no Blog



Quando esse blog foi criado a intenção era possibilitar à EBD da Igreja em Pereira Carneiro 1 o acesso ao mundo digital. O objetivo era o de expandir o ensino sadio das Sagradas Escrituras por meio da internet. O objetivo foi alcançado com um êxito muito maior daquele que eu esperava. Hoje nós somos lidos por mais de 11 países, fora o Brasil (Alemanha, Estados Unidos, Índia, Japão, Equador, Espanha, Canadá, Rússia, Paraguai, Holanda, Portugal...), não sei se todos entendem o que está escrito, mas tudo bem. Temos uma média de visualização de mais de 148 acessos semanais. Para um blog em que a divulgação é praticamente boca-a-boca e por sites de pesquisa, esses números me deixam muito feliz.


O blog não foi criado para mim. Como está escrito aqui do lado esquerdo, o blog não pertence a uma pessoa, mas a toda a igreja. Eu apenas criei a ideia e construir a formatação que blog veio a ter. Administrei-o exclusivamente até agora, pois na época apenas eu e o irmão Flávio, da Escola Dominical, possuíamos computador e internet, mas ele com a internet meio instável. Sabia, contudo, que era apenas questão de tempo até que a maioria dos nossos professores adquirisse os seus.


Esse dia chegou e agora estamos em momento de transição. Flávio irá gerenciar o blog junto comigo. Sara, a professora dos adolescentes também se disponibilizou. Creio que o irmão Carlos, e os nossos dirigentes, Gilvan e Aguinaldo, dentro de um pouco tempo também estarão editando também. E assim o blog será efetivamente de todos e para todos.


Todos sabem também que postar um comentário não é tudo. É preciso administrar as pessoas que devem ser escaladas para escrever os comentários e gerar um padrão de edição de único para que não se torne nada desorganizado. Algumas vezes cobrar resultados e compromissos. Maldito aquele que faz a obra do Senhor relaxadamente. Dessa forma uma pessoa precisa responsabilizar-se por essas questões técnicas sem monopolizar aquilo que deve ser democrático.


Esse cargo que era da minha incumbência, agora também será de Flavio, conforme dito antes.


São essas as pequenas mudanças, que obviamente atrairão outras, que desejaria comunicar a vocês.    


Outra novidade importante, além desse novo layout para o blog, é a música pedida há muito tempo pelo nosso dirigente. Eu também gosto muito de ler e trabalhar com música. Para aqueles que não gostam é só apertar pausa, ou tirar o som.


P.S.: Com Michel W. Smith e música clássica, Gilvan.  

Lições Bíblicas - 3º Trimestre de 2011 - A Missão Integral da Igreja: Porque o Reino de Deus está entre vós

A CPAD já lançou a revista das Lições Bíblicas do próximo trimestre.


O título será: "A Missão Integral da Igreja - Porque o Reino de Deus está entre vós".






Confira as treze lições da nova revista:





01.  O Projeto Original do Reino de Deus



02.   A Mensagem do Reino de Deus


03.   A Vida do Novo Convertido


04.   A Comissão Cultural e a Grande Comissão


05.   O Reino de Deus Através da Igreja


06.   A Eficácia do Testemunho Cristão


07.   A Beleza do Serviço Cristão


08.   Igreja - Agente Transformador da Sociedade


09.   Preservando a Identidade da Igreja


10.   A Atuação Social da Igreja


11.   A Influência Cultural da Igreja


12.  A Integridade da Doutrina Cristã


13.   A Plenitude do Reino de Deus





Lição 12ª - Conservando a Pureza da Doutrina Pentecostal



ATENÇÃO!


Novamente por motivos pessoais o irmão Manassés Almeida não fará o comentário [dessa lição]. Peço desculpas a todos os leitores por isso, mas eu só soube desse fato na noite de ontem.


Para não ficar o espaço vazio dessa lição, eu escrevi um breve comentário substitutivo.




Escrito por Ezequiel Carvalho, professor da classe dos jovens



E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.

E o rei de Sodoma disse a Abrão: Dá-me a mim as pessoas, e os bens toma para ti. Abrão, porém, disse ao rei de Sodoma: Levantei minha mão ao SENHOR, o Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra, jurando que desde um fio até à correia de um sapato, não tomarei coisa alguma de tudo o que é teu; para que não digas: Eu enriqueci a Abrão; Salvo tão-somente o que os jovens comeram, e a parte que toca aos homens que comigo foram, Aner, Escol e Manre; estes que tomem a sua parte (Gênesis 14.18-24)


Nesse trecho de Gênesis – que para muitos, quando visto superficialmente, pode parecer uma passagem acidental – três importantes pessoas encontram-se depois de uma guerra e nos proporcionam um momento de reflexão teológica relevante. Essas três pessoas são Abraão, o “pai da fé” [ainda chamado nesse texto de “Abrão”], o rei de Salém, Melquisedeque, e o rei da ímpia Sodoma, cujo nome não nos é informado.


Abraão havia demonstrado um cuidado especial a Ló, seu sobrinho, e uma coragem digna de um herói da fé, ao desafiar o poder do rei Quedorlaomer, que tinha vencido gigantes e se aliado a outros três reinos, para defender seu parente, que havia preferido viver em Sodoma.


Depois de uma vitória improvável, Abraão encontra-se com dois reis e mostra novamente o valor da sua fé. Poderia ele vangloriar-se dos seus feitos militares e ter aceitado o acordo com o rei de Sodoma para um enriquecimento fácil. Não seria justo Abraão tirar proveito de sua vitória?


Mas não foi isso que aconteceu. Abraão decidiu adorar ao Senhor e reconhecer a ajuda indispensável das mãos de Deus. O patriarca foi o primeiro homem mencionado na Bíblia a entregar o dízimo, pactuando com o rei de Salém, reconhecendo nele um sacerdote do Deus Altíssimo (cf. Salmos 110.4 e Hebreus 4.14 – 5.10).


Com o centenário das Assembleias de Deus, o movimento pentecostal brasileiro completa cem anos, porém o desafio de manter a pureza em questões de doutrina e teologia bíblica permanece inalterado, ou para sermos mais verdadeiros, está cada vez mais necessário.


Sem um aprofundamento bíblico e seduzidos por uma fé de uma caráter menos formal, mística e imediatista, os brasileiros estão cada vez mais propensos a abraçar o multifacetado movimento pentecostal, que há muito se distanciou dos antepassados históricos. Os pentecostais já são 17% da população brasileira.


E quero enfatizar esse ponto, o pentecostalismo perpetrado hoje em boa parte das igrejas adeptas do movimento, é demasiadamente diferente da forma com que era praticado pelo petencostais como Daniel Berg e Gunnar Vingren há uns cem anos atrás. Hoje o movimento saiu de controle e não é de se espantar que vemos a nossa revista insistir nos termos “genuíno”, “autêntico”, “puro”, para distinguir os variados aspectos que o pentecostalismo brasileiro adquiriu com o passar dos anos.


Mas a grande e sincera questão é como colocar limites bíblicos em um movimento que apoderou de uma visão espiritualista, onde para alguns “tudo é permitido”, e em que qualquer aproximação com uma organização litúrgica mais delineada e com um estudo sistemático da Bíblia e da teologia é tida como sinônimo, respectivamente, de formalismo e intelectualismo infrutíferos?


Primeiro, o apóstolo Paulo deixa bem claro:


Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor (I Coríntios 14.37).


Deus não contraria a si mesmo, as palavras que Ele nos deixou são espírito e vida (João 6.63). Nenhuma profecia tem o mesmo valor da Bíblia. Eu novamente quero ser firme no meu posicionamento: não acredito em profeta que não lê a Bíblia.


Deus pode usar quem Ele quer na hora que Ele bem entender. Mas qualquer igreja que coloca alguém como que para ter autoridade e esse alguém não possui conhecimento bíblico, os líderes que empossaram tal pessoa cometeram grave erro e prestaram forte desserviço ao Reino de Deus. Pois é necessário que aquele que preside, ensina ou exorta, o faça com base na Bíblia.


Jamais haverá pureza doutrinária enquanto não houver uma “ditadura da Bíblia”. Foi assim que clamaram na Reforma Protestante: Sola Scriptura (frase em latim que significa: Somente a Escritura). Somente ler a Bíblia é suficiente? Seria inocência nossa pensar assim. Quantos há que lendo a Bíblia nunca creram nela, ou a lendo depois apostataram. Por isso que precisamos colocar do lado da leitura obrigatória da Bíblia dois outros fundamentos cristãos indispensáveis: a fé e a glorificação exclusiva a Deus.


A fé deve ser entendida como o caminho que leva o homem a reconhecer a Cristo e à sua necessidade dele. Pois se diz:


E Jesus, respondendo, disse-lhes: Porventura não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus? (Marcos 12.24)


Lendo a Bíblia sabemos das Escrituras e pela fé, do poder de Deus.


Também, penso que o maior desafio de todos os tempos para igreja de Cristo seja o de glorificar única e exclusivamente a Ele como fez João Batista: É necessário que ele cresça e que eu diminua (João 3.30). Perceba que João não disse “é bom”, “seria legal” “talvez seja algum dia preciso”, mas: “é necessário”. Pois, quem fala de si mesmo busca a sua própria glória; mas o que busca a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustiça (João 7.18).


Abraão, como foi visto no caso acima, mostrou-se consciente de que tudo aquilo que havia recebido vinha de Deus, por isso lhe deu glória e O adorou. Dar glória a Deus não é um ato mecânico de repetir palavras por estímulos emocionais, mas o ato que revela a noção exata de nossa relação diante do Deus todo poderoso.


Preservar a pureza da doutrina – seja lá qual nome que se dê, pentecostal, no caso, ou doutrina bíblica, num sentido mais amplo – significa estudar mais a Bíblia, ter uma fé poderosa em Deus e lembrar-se que a única razão para existirmos é a de glorificar o nome do Senhor. Soli Deo gloria (Somente a Deus a glória). Se desde o princípio tomássemos esses três pontos como se fossem o algo mais importante das nossas vidas, com certeza absoluta não teríamos tantas falsas igrejas e falsas doutrinas por aí. Manteríamos a pureza da doutrina apostólica.