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Lição 2ª - Nomes e símbolos do Espírito Santo



Quem viu a programação dos comentaristas desse trimestre observou que a segunda lição seria comentada pela irmã Josefa. No entanto, infelizmente imprevistos aconteceram. O marido da nossa irmã precisou fazer uma cirurgia cardíaca e atualmente necessita de cuidados redobrados, mesmo estando, graças a Deus, melhor. Esse fato a impossibilitou de fazer o presente comentário.

Nessa semana, portanto, convidei outra pessoa para substituí-la, a jovem Franciele Gomes. Franciele é uma aluna da minha sala, notável por sua simpatia e inteligência. Ela é a segunda pessoa da sala dos jovens que posta um comentário no blog. Anteriormente Sara, antes de assumir a sala dos adolescentes, também havia comentado. Por elas expando meu elogio a toda a mocidade de nossa congregação. 

Nunca antes em Pereira Carneiro 1 houve uma geração tão bem desenvolvida intelectualmente. Brotam a todo o momento talentos que enchem nossa igreja de orgulho e de esperança que uma renovação de qualidade é possível. A juventude da nossa igreja não é mais uma aposta, tornou-se efetivamente uma realidade. Mas para quê continuar falando? Vejam vocês mesmos.



Escrito  por Franciele Gomes, aluna da sala dos jovens




QUEM É O ESPÍRITO SANTO?

Ele é a terceira pessoa da santíssima Trindade e nos foi enviado pelo Deus Pai como consolador quando Jesus morreu e ressuscitando deixando a terra para ficar ao lado do Pai. Então passamos a não mais viver na carne e sim no espírito que nos guiará até a salvação, assim recebemos também o espírito de adoção de filhos, pelo qual passamos a chamar: Aba Pai!



NOMES ATRIBUÍDOS AO ESPÍRITO SANTO


1.      NOMES DO ESPÍRITO RELACIONADOS À TRINDADE:


·         Espírito de Deus
·         Espírito do Senhor
·         Espírito de Cristo
·         Espírito de seu Filho
·         Espírito de Jesus
·         Espírito do nosso Deus


2.      O CONSOLADOR

É um dos nomes mais conhecidos do Espírito Santo que é pronunciado quando Jesus revelou aos seus discípulos que deixaria a terra e eles ficaram preocupados, então Jesus falou que rogaria ao Pai e Ele vos enviaria outro consolador para ajudá-los para sempre.


3.      O ESPÍRITO DA VERDADE

O Espírito Santo nos faz enxergar o pecado, a justiça e o juízo e leva-nos a acreditar na única verdade: Jesus Cristo!

“Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir” (João 16.13).


4.      ESPÍRITO DA GRAÇA

Sem o Espírito Santo não há arrependimento, portanto não há salvação pela graça. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Efésios 2.8).


5.      ESPÍRITO DE VIDA

Se não tivéssemos o Espírito Santo, estaríamos eternamente escravizados ao pecado, morreríamos em nossos delitos, mas o Senhor com o seu grande amor e sua infinita misericórdia vivificou juntamente com Cristo. “Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito” (Gálatas 5.25).


SÍMBOLOS BÍBLICOS


Ø  JESUS UTILIZOU ALGUNS SÍMBOLOS

Em suas palavras Jesus nos mostra algumas simbologias. Ele nos disse: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida”, “Eu sou a luz do mundo”, “Eu sou a porta”, “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” ( Jo 6.35;8.12;10.9;14,6).

A bíblia também é representada por símbolos como: “Espada, lâmpada, alimento, leite e mel”.

Portanto não há outro caminho para a salvação, só a alcançaremos em seu nome e por meio dele.


OS SÍMBOLOS DE ESPÍRITO SANTO


1.      Fogo

O fogo é representado como elemento purificador na vida de quem recebe o batismo com o Espírito Santo. “Respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, a quem eu não sou digno de desata as correias das sandálias: Este vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Lucas 3.16).


2.      Água rio e Chuva

Nosso corpo necessita de água para sobreviver, nossa alma também, porém uma água diferente que nesse caso seria representado pelo Espírito Santo, para poder saciar a nossa sede espiritual. Esse exemplo é visto quando Jesus pediu que a mulher samaritana lhe desse de beber. Então falou àquela mulher que aquele que beber da água que ele der nunca mais terá sede, porque a água que ele dar se fará nele [na pessoa que a tiver] uma fonte de água a jorrar para a vida eterna. “Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre” (João 7.38).


3.      Selo

A partir do momento que aceitamos Jesus como nosso único e suficiente salvador, ele nos sela com o Espírito Santo da promessa, o qual é o penhor da nossa herança, assim passamos a pertencer ao Senhor e ele virá buscar todo aquele que lhe pertence. O Espírito Santo testifica que somos filhos de Deus.


CONCLUSÃO

O estudo sobre o Espírito Santo nos mostra que devemos andar no Espírito para que não cumpramos os prazeres da carne, porque a carne e o Espírito opõem-se um ao outro.
Se nós somos selados com o Espírito Santo de Deus temos a garantia de salvação. Portanto temos que viver em santidade para podermos agradar ao Senhor e ao seu Espírito.  

“Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gálatas 5.19-21).






Lista dos comentaristas das Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2011



PROGRAMAÇÃO PARA OS COMENTÁRIOS DA REVISTA: MOVIMENTO PENTECOSTAL: As doutrinas da nossa fé




1.  Quem é o Espírito Santo – Flávio José 

2. Nomes e símbolos do Espírito Santo – Irª Josefa, substituída por Franciele Gomes

3. O que é o Batismo com o Espírito Santo – Carlos Antônio 

4. Espírito Santo – Agente Capacitador da Obra de Deus – Aguinaldo Barbosa 

5. A Importância dos Dons Espirituais – Gilvan Gomes

6. Dons Espirituais que Manifetam a Sabedoria de Deus – Flávio José 

7. Os Dons de Poder – Manassés Almeida 

8. O Genuíno Culto Pentecostal – Flávio José e a irmã Josefa

9. A Pureza do Movimento Pentecostal – Gilvan Gomes 

10. Assembleia de Deus – 100 Anos de Pentecostes – Ezequiel Carvalho

11. Uma Igreja Autenticamente Pentecostal – Carlos Antônio 

12. Conservando a Pureza da Doutrina Pentecostal – Manassés Almeida, substituído por Ezequiel Carvalho 

13. Aviva, ó Senhor, a Tua Obra! – Charlene Albuquerque





3º Lição - A Glória do Ministério Cristão / SEGUNDA PARTE: A FUNÇÃO DA DISCIPLINA ECLESIÁSTICA


Disciplina Eclesiástica é um termo que designa o exercício da ordem eclesiástica na forma de orientação da conduta correta em relação aos mandamentos bíblicos e aos costumes de cada congregação. É termo vago e ao mesmo tempo muito profundo, no sentido em que gerou inúmeras controvérsias no seio da cristandade e muito mais com o advento da igreja protestante que deu nova roupagem ao termo em vista da teologia reformada. E mesmo hoje se pode dizer que cada igreja tem uma maneira de tratar a disciplina eclesiástica diferente.


Não queremos trazer polêmicas desnecessárias invocando as diferenças entre as igrejas Reformadas e as demais igrejas herdeiras da teologia de Menno Simons e os pentecostais históricos no que diz respeito à disciplina eclesiástica, colocando assim juízo de valor. Mas quero me deter as Escrituras e a função da disciplina, algo que os cristãos genuínos e seguidores da Palavra não poderão contestar.

II Coríntios fala de um homem que pelo seu pecado contristou Paulo e a igreja que estava em Corinto. Historicamente se apontou duas opiniões de quem poderia ter sido esse homem: poderia ser homem que Paulo descreve em sua primeira epístola aos Coríntios (I Coríntios): Geralmente se ouve que há entre vós fornicação, e fornicação tal, que nem ainda entre os gentios se nomeia, como é haver quem abuse da mulher de seu pai (I Coríntios 5.1) que se arrependeu; poderia ter sido também uma pessoa desconhecida pela qual os opositores de Paulo se utilizaram para causar discórdia entre o apóstolo e a comunidade eclesial de Corinto.

Seja lá quem foi esse homem, o texto bíblico nos ensina várias verdades sobre disciplina em uma igreja, as quais podemos destacar:

1. A disciplina eclesiástica como sendo necessária. Em um mundo dominado pelo advento da psicologia e pedagogia e pelo pós-modernismo, falar em disciplina se tornou tabu, pelo menos no Ocidente, principalmente no Brasil, onde negligenciamos essa virtude. E será que a disciplina é mesmo necessária? Sim. Em que sentido? Primeiro é necessário para produzir arrependimento:

Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos. Além do que tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos: não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos? Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para {nosso} proveito, para sermos participantes da sua santidade. (Hebreus 12. 6-10).

Pois, se a disciplina não é para o arrependimento, Paulo não teria perdoado o ofensor. Depois, é necessário para não dá armas aos nossos acusadores, ao pecador é necessário que o discipline mostrando que não lhe é conveniente com o pecado. A grande crítica que se faz aos sacerdotes superiores da igreja católica em relação aos escândalos de pedofilia não é a escolha errada dos sacerdotes sem vocação, mas a indiferença a esses casos e aos possíveis culpados. A punição dos pecadores serve para cortar de forma honesta e transparente os escândalos internos e externos.

2. A disciplina não pode ser feita à revelia do líder da igreja. Paulo mostra que embora considerasse a opinião dos coríntios, escreveu para ter a prova de em tudo lhe obedeciam (II Coríntios 2.9). É necessário agir sob a obediência do líder da igreja local para que não haja lugar para vingança sob a roupagem de disciplina.

3. Disciplina não pode ser confundida, a meu ver, com castigo. Certamente o castigo pode servir à disciplina, mas ao contrário desta àquela não tem sentido próprio. Quero dizer que pode haver castigo e não ter arrependimento. Se todo castigo trouxesse arrependimento as prisões criariam novas criaturas prontas a contribuir positivamente com a sociedade, porém vemos o oposto. Por isso, não prego a retirada do castigo, mas acredito que devemos usar a disciplina como tática para a salvação das almas. Porque quando Paulo usou a disciplina no caso do pecador de I Coríntios, ele explica sua motivação: [que seja] entregue a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor {Jesus} (I Coríntios 5.5).


Um grande perigo que se tem em relação à disciplina é a usarmos como foi usada pelos fariseus ou mesmo pela igreja católica medieval. Não nos enganemos. Foi em nome da disciplina que os fariseus levaram Cristo à morte, foi em nome da disciplina que santos foram assassinados com terríveis torturas durante a Idade Média. Eram em nome do seu zelo que Paulo perseguia os cristãos e os forçava a blasfemarem o nome de Cristo. Disciplina sem amor e sem conhecimento de Deus produz morte. Termino nas excelentes palavras de advertência do comentarista dessa lição (Elienai Cabral):

A igreja não pode deixar de administrar a disciplina aos que cometem pecado, para que na haja contaminação dos demais. Isto é, punição do pecado é inevitável, entretanto, o tratamento com o pecador deve ser feito com atitude corretiva, terapêutica e restauradora, visando proporcionar-lhe, o arrependimento e o recomeço da vida crista. Lamentavelmente, em nome do zelo espiritual, tem-se cometido muitas injustiças, típicas dos fariseus, para criticar e censurar sem misericórdia os faltosos. O objetivo de Paulo, contudo, era levar estes a se arrependerem de seus pecados e à retornarem à plena comunhão com à Igreja de Cristo.