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Lição 12 - Visões e Revelações do Senhor

Para essa décima segunda lição tive a honra de contar com o comentário do nosso irmão Manásseis Almeida. Aproveito para agradecê-lo pela maneira solícita com que atendeu esse blog. Desde já confesso também que foi uma grande alegria para mim quando Manásseis aceitou o convite de vir trabalhar conosco na Escola Dominical. Manásseis tem um grau de profundidade bíblica que poucas vezes vir na Assembléia de Deus em Jaboatão, além dele se expressar muitíssimo bem. Mas para que continuar o elogiando, se vocês mesmo podem testemunhar o que eu falei, lendo o comentário abaixo:





Escrito por Manásseis Almeida, professor da classe dos senhores



INTRODUÇÃO


VISÃO – Este termo é empregado tanto no A.T como no N.T no sentido duma manifestação, ou por um sonho, ou doutra maneira, pela qual vem ao homem uma mensagem divina, como aconteceu com Abraão (Gênesis 15.1) Jacó (Gênesis 28.12) Moisés (Êxodo 3.2) Balaão (Números 24.4 a 16) etc.

Aos profetas Deus falou de vários modos, revelando o maior número de vezes a sua verdade, pela realização daquele estado sobrenatural das faculdades sensitivas, intelectuais e morais, a que as escrituras chamam de visão.


1- A GLÓRIA PASSAGEIRA DE SUA BIOGRAFIA

Paulo tinha todas as armas necessárias para gloriar-se, pois a sua primeira revelação foi a caminho de Damasco quando ia prender alguns cristãos (Atos 9.1-30), o próprio Jesus apareceu numa visão: uma luz mais forte que o sol do meio dia! E Paulo caiu por terra, daí pra frente visões sempre foi uma constante na vida deste apóstolo.

Depois já em seu ministério, Paulo teve outra revelação: um homem da Macedônia o chamou para ajudar (Atos 16. 9-10) o evangelho pregado por ele que foi revelado por Jesus (Gálatas 1. 12) e outras tantas que o apóstolo teve, nesta portanto a que ele se refere na carta aos corintos é a mais forte para confrontar aqueles que se opunham ao seu ministério. Paulo é modesto, diz conhecer um homem que a quatorze anos teve uma visão, se no corpo ou não ele não sabia dizer de tão real que era! Foi arrebatado aos céus (terceiro céu) e ouviu coisas inefáveis (doces, amáveis) que não tem nem palavras para descrevê-las. Com isso, Paulo não pretende vangloriar-se, pois se considera um tesouro em vaso de barro (II Coríntios 4.7) e diz que tudo o que é o é pela graça de Deus (II Coríntios 15.10)

1.1 Uma glória passageira

Paulo diz que não tinha de que se gloriar a não ser no evangelho de cristo (I Coríntios 9.16), pois a verdadeira glória está na humildade, o próprio apóstolo se considerava o menor e que não era nem digno de ser chamado apóstolo (I Coríntios 15.9).

1.2 Uma glória permanente

Paulo sabia que a maior glória era aquela que o Senhor já havia preparado para todos os que o aceitassem (Romanos 8.18), no entanto o gosto e gozo de ver os frutos e todo seu trabalho e como o Senhor confirmava seu ministério, Paulo chama de insensata justificativa de sua obra como apóstolo de cristo Jesus (II Coríntios 11. 16-17)


2- AS GLÓRIAS DAS REVELAÇÕES E VISÕES ESPIRITUAIS

No tempo de Paulo e muito antes dele havia uma religião chamada gnosticismo que surgiu na Pérsia e que era muito forte no tempo dos apóstolos eis uma breve explicação sobre gnosticismo:

O gnosticismo acredita que há como que dois deuses; um deus bom e outro mau; e o mundo teria sido criado pelo deus mau, um deus menor, que eles chamam de demiurgo; este seria o nosso Deus da Bíblia, dai todas as tragédias contadas nela. Para esta crença, as almas dos homens já existiam em um universo de luz e paz (Plenoma); mas houve uma "tragédia" – algo como uma revolta – e assim esses espíritos foram castigados sendo aprisionados em corpos humanos, como em uma cadeia, pelo deus demiurgo, e que os impede de voltar ao estado inicial. A salvação dessas almas só seria possível mediante a libertação dessa cadeia que é o corpo, que é mau, e isto só seria possível através de um conhecimento (gnose em grego) secreto, junto com práticas mágicas (esotéricas) sobre Deus e a vida, revelados aos "iniciados", e que dariam condições a eles de se salvarem. Por isso os gnósticos não acreditam na salvação por meio da morte e ressurreição de Jesus Cristo; não acreditam no pecado, nos anjos, nos demônios, e nem no pecado original. Para eles o mal vem da matéria e do corpo humano, que são maus. A Igreja muitas vezes teve que se pronunciar contra isto e muitas vezes relembrou que "tudo o que Deus fez é bom".



Para o gnosticismo tudo que é material foi criado pelo deus mal e deve ser desprezado; assim, por exemplo, o casamento e tido como mau porque através dele o homem (corpo) se multiplica. São Paulo combateu isto em 1Timóteo 4, 1ss. Tudo o que é espiritual teria sido criado pelo deus bom.



Segundo ainda o gnosticismo "cristão", o Deus bom , Supremo, teria enviado ao mundo o seu mensageiro, Jesus Cristo, como redentor (um eon), um “Avatar”, portador da “gnósis”, a palavra revelada a alguns escolhidos e que leva à salvação (libertação do corpo). Jesus não teria tido um corpo de verdade, mas apenas um corpo aparente (docetismo); doceta em grego quer dizer aparente. Jesus teria então um corpo ilusório que não teria sido crucificado. S. João combateu isto em suas cartas (cf.1 Jo 18,-23)



O gnosticismo acredita também na reencarnação para a salvação da pessoa; vê-se então, que é radicalmente oposto ao Cristianismo. (Professor Felipe Aquino)



Portanto diante de “revelações” destas e outras religiões como os estóicos e epicureus (Atos 17.18) O apóstolo tinha sim de gloriar-se e narrar revelações que fizessem sentido, logicamente as que ele Teve reveladas pelo Espírito Santo para convencer as igrejas que aquelas seitas pregavam outro Evangelho.

2.1 Conteúdo das revelações

CÉU- Para os judeus havia pelo menos três céus:

1-a região nublada do ar onde voam os pássaros quePor isso são chamadas de aves dos céus (Jó 35.11)

2-o segundo céu era aquela parte do espaço, onde luzem o sol, a lua e as estrelas que se chama firmamento ou a expansão do céu (Gênesis 1.8)

3- E o terceiro Céu segundo os judeus achava-se simbolizado pelo santo dos santos, e era a casa de Deus e dos seus santos anjos. Foi para este mesmo céu onde Paulo foi arrebatado (II Coríntios 12.2). Paulo nesta revelação teve a sensação tão real que não sabia se estava no corpo ou no espírito! (II Coríntios 12.4) ouviu coisas que não tinha palavras nem no grego nem no hebraico nem no aramaico, pois elas são entendidas no coração pelo espírito (I Coríntios 2.15)



3- A GLÓRIA DOS SOFRIMENTOS POR CAUSA DE CRISTO

Espinho na carne – Esta expressão tem tido interpretações variadas. Essa aflição na carne, de que falou, era, decerto, qualquer sofrimento corporal, como se fossem murros com a mão fechada (II Coríntios 12.7) estando este flagelo relacionado com suas visões espirituais. Tem se julgado que seria epilepsia, ou qualquer afecção nervosa, aliada a essa doença; e outros sugerem que esse mal era a oftalmia (cegueira) (Atos 23.5; Gálatas 4.15; Gálatas 6.11). De qualquer forma Paulo explica que Esse sofrimento é para que ele não se glorie (II Coríntios 12.7)

3.1 As aflições a serviço do bem

II Coríntios 11 24-27 retrata bem a vida de um homem que viveu para o evangelho, e morreu por Amor ao evangelho de Cristo segundo a história foi decapitado. Mas sabia que a tribulação e as tristezas traziam lições futuras como um fruto pacífico de justiça (Hebreus 12.11) e se gloriava nas tribulações sabendo que essas produziam glórias excelentes (II Coríntios 4.17)

3.2 A fraqueza a seviço da força

“Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias nas necessidades nas perseguições nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco aí estou forte” ALELUIA! Deus sempre Deixou claro que a glória é dele e Ele não divide com ninguém (Isaías 42.8) Pois a força vem do Senhor quanto menor somos maior o Senhor se manifesta em nossa vida (João 3.30)






Lição 11 - Características de um autêntico líder

Novamente tive a honra de contar com o comentário do meu amigo e irmão Carlos. Espero que ele seja ricamente recompensado pela ajuda que está dando a esse blog e também que vocês sejam abundantemente abençoados e instruídos por esse comentário.

P.S.: Quem quiser ver o outro comentário que irmão Carlos fez para esse blog, acesse: http://ebdpereira1.blogspot.com/2010/02/6-licao-o-ministerio-da-reconciliacao.html


 

Escrito por Carlos Antonio de Souza, professor da classe dos jovens

 
Características de um Autêntico Líder


Texto Áureo:

“Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, Cristo” ( 2 Co 11.2).



Liderança tem sido um tema muito usado em palestras, seminários e outras reuniões em nossa sociedade secular, todavia desejo abordar este tema dentro do contexto bíblico, precisamente na II carta de Paulo escrita aos coríntios.

Antes de tudo desejo deixar mais claro o sentido de três palavras chaves que serão usadas na nossa lição:






Características: Particularidade

Autêntico: Verdadeiro

Líder: Chefe, Guia, Aquele que representa um grupo.


 
O apóstolo Pedro escreve em sua Segunda epístola no cap.2 v.1-3:

“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre se mesmos repentina perdição."

E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade; e, por avareza, farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.

O apóstolo Paulo enfrentou em Corinto os mesmos problemas descritos acima por Pedro. De um lado um homem extremamente zeloso, fiel,corajoso,autêntico e humilde servo de Deus, e do outro lado homens gananciosos,soberbos,mentirosos,carnais e descompromissados com a obra de Deus.




1- Os desafios que Paulo teve que enfrentar (2 cor. 10.9-18 )

Os acusadores ferrenhos de Paulo o acusaram de covardia,diziam os tais “porque as suas cartas dizem, são graves e fortes, mas a presença do corpo é fraca, e a palavra, desprezível (v.10).

Mas é então onde aparece as grandes virtudes do apóstolo São Paulo, ele nos revela a coragem que um líder deve ter em momentos decisivos da nossa vida e ministério. A resposta do apóstolo é a altura da acusação, mas tinha uma diferença ; Paulo era um homem cheio do Espírito Santo (Efésios 5.18) portanto suas respostas apesar de firmes eram controladas pelo Espírito Santo. Veja o que diz o apóstolo no versículo 11 do capítulo 10. “Pense o tal isto: quais somos na palavra por cartas, estando ausentes, tais seremos também por obra, estando presentes.”

Além da oposição, Paulo teve que enfrentar o orgulho e a autoglorificação daqueles que o acusava. Estes falsos líderes caíram na tentação do diabo que um dia também mostrou todos os reinos do mundo e a glória deles a Jesus, mas com uma condição: se prostrado me adorares! Ao que respondeu Jesus: vai-te,satanás, porque está escrito: ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás.
O desejo de autoglorificação é antigo, devemos ter cuidado com glórias indevidas e louvores que só pertencem a Deus (Jeremias 9.23).



2- As marcas de um verdadeiro líder e (3-) Paulo, um líder segundo a vontade de Deus

Ninguém tem dúvidas do comprometimento de Paulo pela igreja, de sua entrega e abnegação, de seu amor, de sua sinceridade, do seu carisma, se eu fosse nomear suas qualidades, virtudes e características como líder e ministro de Deus teria que fazer como o escritor aos Hebreus no cap. 11 v. 32a “E que mais direi? faltar-me-ia o tempo contando!”

O homem que disse, desde agora ninguém me inquiete porque eu trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus! (Gálatas 6.17)
Paulo foi chamado por Deus (Atos 26.16) e seguiu o exemplo daquele que foi, é e sempre será o maior exemplo de líder de todos os tempos: Jesus, a Ele toda honra, toda glória e todo louvor pelos séculos dos séculos, amém!






Lição 10 - A Defesa da Autoridade Apostólica de Paulo

Solicitei em mais uma oportunidade o comentário do nosso professor irmão Flávio e como sempre fui prontamente atendido, espero que Deus use as palavras do nosso irmão como forma de nos abençoar pela Sua Santa Palavra. Fiquem agora com o comentário da décima lição:

P.S.: se quiser ver o comentário anterior do irmão Flávio: http://ebdpereira1.blogspot.com/2010/01/4-licao-gloria-das-duas-aliancas.html



Escrito por Flávio José Pereira, professor da classe dos senhores.


Estou muito satisfeito com a oportunidade de comentar novamente a lição de Escola Dominical e prometo dar o melhor de mim, para os meus irmãos.

O apóstolo Paulo era um homem de amor, nós vemos isso em sua atitude com a igreja, a preocupação com a necessidade dos irmãos, e da maneira que ele fala nas cartas sobre amor. Mas mesmo assim aparecem os opositores. O apóstolo com muita coerência e delicadeza sabia como repreender estes irmãos, que eram usados pelo diabo, isto é, em minha opinião. Por melhor que façamos somos injustiçados como foi Paulo, isto acontece em muitas congregações não só em Corinto.

Mais nós que estamos em constante batalha com o mundo, corpo e o diabo. Estamos aprendendo com Paulo que as armas materiais que muitos usaram para dominar o mundo não são o grande problema da humanidade e sim o pecado. As armas destroem o corpo do homem, não era estas armas temidas pelo apóstolo e sim a mentira, discórdia, inveja e soberba já naquela época, são estas coisas que comprometem o crescimento da igreja.

Então esta batalha não é contra a carne e sim contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais. Estes investem na destruição da igreja na terra, ora o próprio Jesus foi tentado e venceu usando as armas espirituais que são mencionadas pelo próprio apostolo em Efésios 6. 10-20, na tentação de Jesus Ele usou a espada do espírito a palavra de Deus, Mateus 4. 3-10. Que nós possamos está firmes para usar tais armas, só desta maneira podemos ser vencedor



Acerca dos sistemas filosóficos, frutos do mundo intelectual grego, Paulo retrata-os como fortalezas a serem demolidas (“sofismas” no v.4 ). Na contemporaneidade os principais pensamentos presentes no mundo são:

• PRAGMATISMO – O exercício das ações voltado somente para a obtenção de lucros ou vantagens;

• RELATIVISMO – Ausência do valor absoluto, a ideia de que a verdade depende do ponto de vista de cada indivíduo e circunstâncias que se encontram;

• HEDONISMO – Representa a busca intensa por prazer. O hedonista pergunta: Isto me dá prazer?

• MATERIALISMO – Ignora completamente o valor imaterial (sentimento, amor, eternidade, Deus, etc...) das coisas, buscando a pura racionalidade, elegendo a perspectiva naturalista de vida.

Vamos fazer como escreveu Pedro I Pedro 5.8, sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; bem meus irmãos esta é a minha pequena contribuição com a nossa escola, se alguém tiver algo para acrescentar esteja à-vontade. Que Deus continue abençoando a todos.

Lição 09 - O Princípio Bíblico da Generosidade

Nessa oportunidade tive a honra de receber o comentário da irmã Sara Carvalho, minha irmã em Cristo e de sangue que, conforme postagem anterior, se tornou a nova secretária da sala dos juniores. Sara é uma pessoa que além de ser muito inteligente, possui o dom de escrever de uma maneira simples, mas contundente, o que dentro de uma escola é uma das qualidades fundamentais: a clareza com conteúdo. Espero que vocês sejam abençoados com comentário dela que temos agora:






Escrito por Sara Carvalho, secretária da sala dos juniores.


Em nossa sociedade parece que não há mais lugar pra generosidade, mas sim uma sociedade marcada pelo egocentrismo. O significado de generosidade basicamente é de doar e não de ter, é um preceito bíblico ser generoso:

Livremente, lhe darás, e não seja maligno o teu coração, quando lho deres; pois, por isso, te abençoará o SENHOR, teu Deus, em toda a tua obra e em tudo o que empreenderes. Pois nunca deixará de haver pobres na terra; por isso, eu te ordeno: livremente, abrirás a mão para o teu irmão, para o necessitado, para o pobre na tua terra. (Deuteronômio 15.10-11).

No capítulo 8 e 9 de II Coríntios é abordado o amor e o auxílio aos pobres. A comunidade cristã em Jerusalém estava passando por problemas financeiros, então foi necessário que os apóstolos pedissem a Paulo e a Barnabé para “lembrarem” dos pobres. Então foi enviada uma quantia que Paulo arrecadou de algumas igrejas, como as da Macedônia, à Jerusalém. Isso nos ensina a termos amor aos que não tem condições como as nossas, em vista da igualdade, mostrando assim Cristo em nossas vidas.

Uma verdade que muitos acham difícil de aceitar é que a caridade é verdadeiramente voluntária. O cristão não está obrigado a contribuir, mas deve fazê-lo de forma abundante e com alegria. Portanto Paulo diz: Não vos falo na forma de mandamento, mas para provar, pela diligência de outros, a sinceridade do vosso amor (II Coríntios 8.8)

Embora a salvação do cristão, não dependa de quaisquer atos meritórios. E embora o cristão não tenha obrigações em ser generoso. Paulo adverte sem querer ordenar a caridade, dizendo: E isto afirmo: aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará (II Coríntios 9.6)

Enfim, podemos concluir que esses dois capítulos (8 e 9) escritos por Paulo sobre a generosidade nos ajuda como cristãos a examinamos a nossa atitude em relação à riqueza, e a medir a nossa sensibilidade em relação aos necessitados.

Os líderes das igrejas devem também seguir o exemplo dado por Paulo, apresentando claramente as necessidades para as quais se destinam as contribuições (transparência), assim como também instruir e estimular as pessoas segundo os conceitos que Paulo cita. Sendo dessa forma a generosidade vai ser estimulada para a honra e a glória de Deus. Amém.








8º Lição - Exortação à santificação

Antes de qualquer coisa gostaria de dizer a todos os leitores que este blog não seria possível sem a benção e proteção de Deus e o apoio da minha família e do corpo de membros de nossa igreja, especialmente da direção e do corpo docente e discente da nossa escola dominical. Nessa oportunidade temos a honra de contar com o comentário do vice-dirigente da escola dominical em Pereira Carneiro 1, o nosso irmão Aguinaldo Barbosa. Aguinaldo sempre foi o homem de raciocínio fino e rápido e notável saber nas Escrituras e é com justiça que ocupa um cargo de direção na nossa escola dominical. Além de tudo isso, ainda é o dirigente do conjunto musical da nossa congregação. Fiquem agora com seu comentário da oitava lição:



Escrito por Aguinaldo Barbosa, vice-dirigente da Escola Dominical em Pereira Carneiro 1



Santificação significa separação do mal e do pecado ou processo pelo qual o crente se conforma mais e mais à imagem de Cristo. Como está escrito:

Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude, pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo, por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor. Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele a quem estas coisas não estão presentes é cego, vendo só o que está perto, esquecido da purificação dos seus pecados de outrora. Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (II Pedro 1.3-11).

e:

Nunca me assentei no congresso dos zombadores, nem me regozijei; por causa da tua mão, me assentei solitário, pois me encheste de indignação (Jeremias 15.17, ARC).

Em nosso texto bíblico básico ou leitura em classe encontramos o apóstolo Paulo fazendo a igreja analisar sua nova maneira de viver em Cristo com a vã maneira de viver daqueles que não conhecem a Cristo. Faz-nos lembrar de Sansão com suas fraquezas por mulheres de povos que não conheciam a Deus nem O temiam (confira Juízes 14.1,2; 16.1,4).


A santificação exige de certa forma alguns cuidados e separação (Cf. Levítico 19.19 e Esdras 9.1-2,11-12)

Quando Deus criou o homem não criou apenas um homem, mas um templo aonde pudesse habitar. Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado (I Coríntios 3.16-17).

Pois quando estamos santificados – e isso no sentido mais explícito: separados dos negócios desta vida – podemos sentir a íntima comunhão que temos com Deus através de Cristo transbordar em nossos corações. Dar-lhes-ei coração para que me conheçam que eu sou o SENHOR; eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus; porque se voltarão para mim de todo o seu coração (Jeremias 24.7).

Deus em sua essência é santo e por esse motivo o salvo precisa manter-se afastado daqueles que se comprazem com este mundo e suas concupiscências (Cf. Isaías 52.11 e Salmos 1.1).


Deus nunca mudou quanto ao se conceito com Israel, pois foram eleitos filhos Seus (Jeremias 31.1,9; Levítico 26. 11-12)

Para que essas promessas cumprissem-se literalmente o povo deveria observar Seus estatutos: Se andardes nos meus estatutos, guardardes os meus mandamentos e os cumprirdes, então, eu vos darei as vossas chuvas a seu tempo; e a terra dará a sua messe, e a árvore do campo, o seu fruto (Levítico 26. 3-4).

Ora, pela rejeição de Israel a promessa de Deus nos alcançou, mesmo nós sendo gentis fomos aceitos pela misericórdia de Cristo e pelo amor de Deus (cf. João 1.12 e João 3.16).

Quando o apóstolo Paulo se sentia forçado a exortar a igreja de Corinto, o fazia com o coração apertado, mas confiante, pois ele sabia a palavra que ele tinha pregado e que essa palavra havia, germinado, brotado e crescido com a graça de Deus (II Coríntios 5.17 e II Coríntios 3.2-3)


Se nós vigiássemos a nós mesmos a cada dia não seríamos julgados, porém quando Somos repreendidos por Deus por meio da Sua Palavra, no primeiro momento nos sentimos tristes e a aflição invade a nossa alma, mas em seguida somos confortados pelo Espírito Santo.


Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo. (I Coríntios 11.31-32)







7º lição - Paulo, um modelo de líder-servidor

Peço desculpas por ter publicado essas duas últimas postagens na sexta-feira e não até quarta, alguns contratempos me obrigaram atrasar essas postagens, mas consegui publicar antes do sábado, Deus seja louvado por isso. Quantos mais cedo publicar melhor, embora que acredite que sempre é bom trabalharmos bem as lições na mente e isso envolve tempo. Todavia, nessa oportunidade eu mesmo estou fazendo um comentário à sétima lição, espero que eu seja um canal de benção que provém de Cristo a todos que lerão esse comentário, Deus abençoe a todos.


 


“Antes como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo” (II Coríntios 6.4)



Como é bom termos para com Deus e para com os homens a consciência limpa! Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência (II Coríntios 1.12). Sempre tendo motivo para glorificar a Deus pelo testemunho que damos da obra de seu Santo Espírito em nossas vidas.

Por essa razão Paulo não deixava de insistir na pregação da reconciliação nossa para com Deus, pois somente por meio dessa reconciliação, e não nas obras, temos a salvação. Até porque pela graça somos salvos, mediante a fé; e isto não vem de nós; é dom de Deus (Efésios 2.8), pois sabemos que em nós, isto é, na nossa carne, não habita bem nenhum, pois nós queremos fazer o bem, porém não o conseguimos realizar por nós mesmos (Romanos 7.18), no entanto se em nós está o Espírito de Cristo o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito é vida, por causa da justiça (Romanos 8.10)

 
Paulo, então, exultava, pois Cristo o escolheu para pregação do evangelho, ele que antes era inimigo, agora se tornava útil para o Reino, até o ponto dele poder aconselhar os efésios a se despojarem do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, para se revestirem do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade (Efésios 4.22-24). Isto é, tendo em mente que Deus possui o poder regenerador de fazer novas todas as coisas, dando aos homens um novo coração, o indicador de uma nova criatura, o evangelho é, pois esperança. Esperança de fazer novo aquilo que pelo pecado estava destruído, pois Cristo veio para desfazer as obras do diabo. Aonde havia morte, há vida, aonde abundou o pecado, superabundou à graça. Porque na esperança somos salvos.


 
Contudo na Bíblia sempre tem o “se”. Como, por exemplo: Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós (Romanos 8.9); e: Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos... (Hebreus 3.14); e ainda: Mas não foi assim que aprendestes a Cristo, se é que, de fato, o tendes ouvido e nele fostes instruídos, segundo é a verdade em Jesus (Efésios 4.20-21).

 
Paulo inicia o capítulo seis de II Coríntios nos lembrando que a salvação não é um processo automático, no sentido em que não seja necessário esforço humano para efetuá-la. Nesse ponto cabe um comentário, ainda que curto, para que não haja confusão: a Deus pertence à salvação e não ao homem (Jonas 2.9), mas se alguém não tem para com Ele Fé nem coração submisso e obediente, se esta pessoa não O ama de verdade, é impossível que tal pessoa tenha em si a salvação de Deus. A fé não é de todos (II Tessalonicenses 3.2)

 
Por isso, devemos ter cuidado para não receber a graça de Deus em vão (II Coríntios 6.1). O Senhor é Deus misericordioso, mais do que isso tem prazer em ser benigno e compassivo, porém em nome da Sua justiça não pode ter o culpado por inocente. E nesse sentido o escritor da epístola de Hebreus nos adverte: Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado (Hebreus 3.12-13).

Vemos que o escritor da epístola refere à advertência aos que chama de irmãos, indicando-nos que o alerta recai a igreja e que esta está sendo tentada constantemente a se desviar de Cristo pelo engano do pecado. Na nossa caminhada a Canaã espiritual, devemos tomar o exemplo de Israel que caminhava para o descanso terreno, pois se Deus foi rigoroso com eles que desprezaram aquele que clamava a respeito da terra (Moisés que falava por Deus ao povo) o que será se desprezarmos aquele que nos guia do céu (Jesus Cristo)?


Desse modo devemos olhar firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, não amanhã, mas agora, pois hoje sempre é o dia da salvação (II Coríntios 6.2), para que não nos enganemos com aqueles que honram ao Senhor apenas com os lábios, mas que possuem o coração longe de Deus, apegados com o mundo adeptos apenas das formalidades, como disse o profeta Isaías: Pois que este povo se aproxima de mim (...) mas (...) o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído (Isaías 29.13).


Tais nunca poderão dizer que são cooperadores de Cristo, pois não aprenderam dEle o entregar-se, como o pastor que dá a sua vida pela ovelhas (João 10. 11-13), nem possuem o mesmo sentimento que Jesus teve em que sendo Deus se fez servo encarnando-se (Filipenses 2.5-11), de fato não cooperam com Cristo, antes são seus inimigos, pois sendo orgulhosos, presunçosos de vil ganância, amantes do mundo, facciosos, hereges, blasfemadores e adoradores do próprio ventre, não atraem ninguém ao Reino, conduzem muitos infernos.


Os inimigos de Paulo pareciam com Diótrefes (leia III João). A respeito de Diótrefes ouvimos que este não buscava a glória de Deus, nem a salvação das almas, antes deseja ter o primado, ser o mais importante, ter o reconhecimento vão do mundo, Diótrefes não possuía fé alguma, a fé ele já a tinha perdido a muito tempo se é que teve algum dia fé em Deus, agora caído no engano do pecado, estava enlaçado pelo diabo, de modo que até mesmo resistia autoridade apostólica e difamava os santos de Deus com palavras maliciosas, e não contente com tamanha dissolução ainda expulsava os que desejavam adorar e servir ao Senhor.


Homens como Diótrefes desejam inconscientemente realizar as obras do diabo que é matar e destruir a fé dos chamados ao Reino. Devemos ter cuidado, como a apóstolo João nos adverte, a não imitar ou seguir o que é mal, mas o que é do bem, para que sejamos sempre cooperadores da verdade (III João).


Se nos comportamos prudentemente com temor ao Senhor e à Sua Lei, então estaremos nos recomendando à consciência de todos os homens (II Coríntios 6.4) e pregaremos o evangelho ainda que em silêncio pelo nosso santo proceder e piedade.


Nesse sentido Paulo se colocava a prova de todos, não mostrando ao mundo que era imune aos problemas dessa vida, ao contrário mostrando as angústias, os açoites, as prisões e os tumultos. Mas os sofrimentos a que Paulo suportava não os suportava por ser pecador, adúltero, ladrão ou homicida, mas porque tinha certeza que o fato de ser participante das aflições de Cristo, iria também revelar a glória de Cristo para o regozijo e alegria dele e dos seus ouvintes (I Pedro 4.13).


Dessa forma Paulo mostrava de quem havia aprendido: Jesus de Nazaré, a maneira como devemos se portar na presença de Deus. Que isso sirva de ensinamento aqueles que desejam o episcopado [que pode ser qualquer de liderança eclesiástica], os quais desejam excelente obra, que sejam irrepreensíveis, esposos de uma só mulher, temperantes, sóbrios, modestos, hospitaleiros, aptos para ensinar; enfim, que tenham bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo (I Timóteo 3.1-7)


Por último, que seja enfatizado que os homens de Deus, principalmente os líderes sejam humildes, não desejosos das coisas desse mundo e do poder terreno para que não possam viver a vida a invejar e matar espiritualmente aqueles a quem o Senhor comprou por ser sangue, e acima de tudo que sejam aptos para ensinar, e quem poderá ensinar sem antes ter aprendido por meio da perseverança, paciência e experiência das coisas de Deus? A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento (Tiago 3.17).



Não devemos, ainda, com isso ser orgulhosos. O verdadeiro testemunho que provém a nosso respeito vem da parte de Deus. Pois vêm da parte de Cristo tais palavras: Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste (Mateus 6.1).





(...) os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos. Pois o SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá. (Salmo 1.5-6)



6º lição - O ministério da Reconciliação

Nessa sexta lição tive a felicidade de contar com o comentário do nosso irmão Carlos. Carlos é professor comigo da classe dos jovens. A seriedade e o respeito pela Palavra de Deus aliados com um caráter ilibado são as características desse amado irmão e amigo, um dos grandes nomes da Escola Dominical em Pereira Carneiro 1. Fiquem agora com seu excelente comentário sobre a sexta lição:




Escrito por Carlos Antonio de Souza, professor da classe dos jovens


Com muito prazer e alegria, atendo ao convite do meu amigo e irmão em Cristo Ezequiel Carvalho, para fazer um breve comentário sobre a lição de nº 6 da nossa Escola Bíblica Dominical.

Desejo a todos que sejam ricamente abençoados por Deus.



O ministério da Reconciliação


Texto áureo: II Coríntios 5.18

Leitura Bíblica em Classe: II Coríntios 5.14-15,17-21

1. A vida futura e a vida presente

O apóstolo Paulo começa o capítulo 5 de II Coríntios afirmando com muita certeza e veemência o futuro daqueles que morrem em Cristo. Diante de tal afirmação surge a grande pergunta, que os homens tem perscrutado durante séculos, dos mais sábios e inteligentes aos mais simples e humildes: teria Deus nos criado para morrermos miseravelmente e depois sermos sepultados como pó e cinzas? A resposta para esse grande drama da humanidade é encontrada somente nas Escrituras, que é a Palavra de Deus.

Veja como o próprio apóstolo através do Espírito Santo responde a esta pergunta em I Coríntios 15.19-29: “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” e “Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo”. Aleluia!

O nosso corpo atual pode ser como uma tenda ou tabernáculo revelando transitoriedade e efemeridade, mas temos a promessa de um edifício melhor e permanente que nos dará o Senhor (II Coríntios 5.1)



2. O amor de Cristo nos constrange e transforma: II Coríntios 5.11-17



Diante de tudo que o apóstolo falou da vida presente e futura, fica uma grande lição para os nossos dias... Ele não somente falou, mas viveu o seu ministério baseado na sua fé e amor em Cristo, reconhece o grande amor de Deus e de Cristo por nós, ao ponto de usar a expressão do versículo “14” do capítulo 5, o amor de Cristo nos constrange, lembrando que sendo nós ainda pecadores ele (Jesus) morreu por nós (Romanos 5.8). Por isso, a motivação e alegria do seu ministério tinham como base o amor. Paulo podia afirmar “para mim o viver é Cristo e o morrer é ganho” (Filipenses 1.21).



3. O ministério da Reconciliação (II Coríntios 5.18-21)



Deus não poderia depois de revelar através do apóstolo Paulo verdades tão profundas aos coríntios e aos povos daquela época, deixar de falar também aos crentes de nossos dias e principalmente a humanidade através do ministério da “reconciliação”!

O ministério da reconciliação resume-se na obra e proclamação da morte da vicária de Cristo Jesus na cruz do Calvário. A má notícia: o homem pecou, caiu e conseqüentemente perdeu a comunhão com Deus. A boa notícia (Evangelho) é que Deus planejou, arquitetou e em Cristo consumou a obra redentora no Calvário. Depois do homem reconciliado, perdoado, justificado e sendo uma nova criatura torna-se agora um embaixador de Cristo, ou seja, seu representante perante um mundo caído e pecador. De uma posição desconfortável o homem passa agora a ter paz com Deus (Romanos 5.1) e ser Seu representante perante a humanidade. O homem agora proclama e anuncia a todos o perdão de Deus através de Cristo Jesus, porque Deus está em Cristo reconciliando consigo o mundo (II Coríntios 5.19). Aleluia!

5º lição - Tesouros em Vasos de Barro

Para essa quinta lição tive o prazer de contar com o comentário da irmã Geitjane, professora da classe das senhoras na Escola Dominical em Pereira Carneiro 1 e mãe deste que vos escreve. Portanto estaremos sendo presenteados com a perspicácia e inteligência da nossa querida irmã, que há muitos já ensinou e continua me ensinando:



Escrito por Geitjane Carvalho de Lima Falcão, professora da classe dos senhoras.



É um grande prazer escrever algumas linhas para esse abençoado blog. Espero que sirva de edificação para todos.


Quando lemos as cartas de Paulo ficamos perplexos com a humildade e simplicidade de um homem de Deus. Nesta lição vamos ver que ainda “magoado” com alguns que se deixavam enganar por espírito opositor, Paulo continua sua jornada de autodefesa, agora se colocando como um vaso de barro.




Comprado por duas moedas de cobre no mercado de Corinto, eram com freqüência, usados como recipientes para lamparinas de pavio. Embora fossem baratos e frágeis, eles funcionavam muito bem como lâmpadas. Paulo utilizou a ilustração desses potes de barro para fazer um claro contraste entre ele mesmo e a grande mensagem que ele levava.





Em Corinto não só existiam vasos de barro, mas de cerâmica, onde donas de casa faziam seus cozimentos. Também existiam vasos decorativos, vasos de metal e vidro, porém tais vasos eram caros e provavelmente não eram colocados em exposição como os vasos de barro. Paulo se via como um vaso de barro, porque o importante, meus amados irmãos, para o crente salvo é a mensagem que é transmitida ao mundo.

Paulo não queria estar em evidência para sua própria glorificação, como nós também não devemos querer, mas que o Espírito que habita em nós seja sempre a prioridade e que o importante não seja nunca o mensageiro, mas o que está dentro dele que é a mensagem.

Amados irmãos, o Senhor chamou e chama vasos, não de cerâmica, nem metal, vidro ou qualquer outro material nobre, mas vasos frágeis, baratos, sem beleza exterior, todavia, úteis, com força suficiente para suportar tribulações, angústias, desânimos, perseguições, enfim tudo o que foi proposto pelo seu Criador.

Ele quer que a sua obra saiba que não passa de um vaso, vaso, porém, de honra, importante para Deus. Que o seu interior esteja cheio de graça, do poder do ide e do amor!

Deus nos abençoe.

4º lição - A Glória das Duas Alianças



O Comentário desta lição foi feito pelo professor Flávio José, um dos grandes nomes da nossa escola dominical e um dos obreiros mais dedicados e corretos que eu conheci, desde já agradeço pela sua participação e por ter abraçado a causa deste blog. Nas próximas lições teremos a participação de outros professores e membros da nossa Escola Bíblica Dominical, em Pereira Carneiro 1. Paz do Senhor para todos.



Escrito por Flávio José Pereira, professor da classe dos senhores.


Às vezes a nossa Fé é colocada aprova como cristãos como recém chegados em uma congregação as pessoas nos olham com certa desconfiança, mais no caso do apóstolo Paulo o caso foi mais sério do que se pensa, por conta da posição que o próprio Jesus colocou em suas mãos, ser reconhecido pelos outros apóstolos de Cristo foi uma tarefa muito delicada. Mas o mesmo convenceu os apóstolos da sua conversão e passou a trabalhar no seu ministério. Vemos na Bíblia referência que confirma sua chamada (At.13.2). O próprio Espírito Santo o separa para a obra, nós hoje temos certeza da chamada de Paulo.

As epístolas de Paulo são o espelho de sua alma. Revelam seus motivos íntimos, suas mais profundas paixões, suas convicções fundamentais. Sem a sobrevivência das cartas de Paulo, ele seria para nós uma figura vaga, confusa.

Paulo estava mais interessado nas pessoas e no que lhes acontecia do que em formalidades literárias. A medida que lemos os escritos de Paulo, notamos que suas palavras podem vir aos borbotões, como no primeiro capítulo da carta aos Gálatas. As vezes ele irrompe abruptamente para mergulhar numa nova linha de pensamento. Nalguns pontos ele toma um longo fôlego e dita uma sentença quase sem fim.

Temos em 2 Co 10:10 uma pista de como as epístolas de Paulo eram recebidas e consideradas. Mesmo seus inimigos e críticos reconheciam o impacto do que ele tinha para dizer, pois sabemos que comentavam: “As cartas, com efeito, dizem, são graves e fortes.

Líderes fortes, como Paulo, tendem a atrair ou repelir os que eles buscam influenciar. Paulo tinha tanto seguidores devotados quanto inimigos figadais. Como conseqüência, seus contemporâneos mantinham opiniões variadíssimas a seu respeito.

Os mais antigos escritos de Paulo antedata a maioria dos quatro Evangelhos. Refletem-no como um homem de coragem (2 Co 2:3), de integridade e elevados motivos (vv. 4-5), de humildade (v. 6), e de benignidade (v. 7).

Paulo sabia diferençar entre sua própria opinião e o “mandamento do Senhor” (1 Co 7:25). Era humilde bastante para dizer “se¬gundo minha opinião” sobre alguns assuntos (1 Co 7:40). Ele estava bem cônscio da urgência de sua comissão (1 Co 9:16-17), e do fato de não estar fora do perigo de ser “desqualificado” por sucumbir à tentação (1Co 9.27). Ele se recorda com pesar de que outrora perseguia a Igreja de Deus (1Co 15.9).

Pelo seu conhecimento na lei ele mostrou dignamente a distinção entre as duas Alianças, o que mais falou da lei e a nova aliança. Algumas pessoas afirmam que Paulo é o escritor da carta aos Hebreus. Quando Paulo fala das alianças, ele utiliza paralelos entre a antiga e a nova, a fim de esclarecer os crentes quanto às diferenças entre o que era transitório e o que é permanente, entre a lei que condenava e a que liberta.




3º Lição - A Glória do Ministério Cristão /TERCEIRA PARTE: PAULO CONTRA OS FALSIFICADORES DO EVANGELHO


"Tais cães são gulosos, nunca se fartam; são pastores que nada compreendem, e todos se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, todos sem exceção." (Isaías 56.11)


O profeta Isaías da maneira que era acostumado descreveu com contundência os pastores gananciosos que nada compreendiam. Não só ele, mas a bíblia toda faz questão de separar o imundo do limpo (Levítico 10.10), o perverso do justo e os que servem a Deus dos que não servem (Malaquias 3.18). Não que Deus rejeite as pessoas que ainda não estejam limpas pelo lavar regenerador do Seu Espírito (Tito 3.5), mas Ele rejeita, sem sombras, de dúvidas os que obstinadamente não querem Seu perdão e deliberadamente se opõem a Sua Graça, pois diz: (...) me indignei contra essa geração e disse: Estes sempre erram no coração (...) Não entrarão no meu descanso (Hebreus 3.10-11) e também: Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. (Gálatas 6.7).

Com o aumento da propagação do Evangelho, o que acontecia no tempo de Paulo acontece hoje também: diminui-se o número das pessoas realmente ignorantes a respeito da tão grande salvação proposta por Cristo e aumenta consideravelmente o número daqueles que continuam alienados, mas que, uma vez conhecedores do Caminho, resistem a salvação de Deus. Paulo sabia disso. No capítulo terceiro da Segunda Epístola a Timóteo, Paulo fala sobre as características dos últimos dias, dizendo: E, do modo por que Janes e Jambres resistiram a Moisés, também estes resistem à verdade. São homens de todo corrompidos na mente, réprobos quanto à fé (...) (II Timóteo 3.8).


Resistir significa lutar contra, não deixar se dominar, nem se influenciar. Esses emissários do diabo estavam dentro da igreja e ao mesmo tempo lutavam contra ela, atacando seus líderes, influenciando pessoas a se tornarem filhos do inferno duas vezes mais do que eles mesmos (Mateus 23.15). Essas pessoas tentam convencer as pessoas, e a si mesmos, que a salvação de Cristo não é suficiente por si só, nem a Palavra de Deus o é.

Por isso, Paulo os chama de falsificadores, isto é, numa melhor tradução, mercadores do Evangelho, ou como diria o apóstolo em outra parte, chorando: homens que são inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas (Filipenses 3.19).

Devemos, pois, em favor do Evangelho mostrar-nos diferentes a esses impostores e propor em nossos corações não se contaminar com àqueles cujo fim é a perdição, retirar das mãos destes as ovelhas que foram enganadas, seduzidas pelos seus desejos, inocência ou aflições. Pois as palavras da serpente são doces e o fruto do erro é aprazível, como há caminhos que para o homem parecerem ser direitos, contudo no fim está a morte.


Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganado; nós, porém exalamos o bom perfume de Cristo, quando mais esmagados mais perfume exalamos como pétalas de rosa, para a pregação da mensagem pura e genuína do Evangelho de Cristo, que alguns recebem infelizmente para morte, todavia, outros recebem para a salvação e grandiosa esperança no Dia do Senhor. Por isso, podemos exultar nAquele que nos conduz em triunfo.


"Quem, porém, é suficiente para estas coisas? (...) Nós (...) Em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus." (II Coríntios 2.17) 

3º Lição - A Glória do Ministério Cristão / SEGUNDA PARTE: A FUNÇÃO DA DISCIPLINA ECLESIÁSTICA


Disciplina Eclesiástica é um termo que designa o exercício da ordem eclesiástica na forma de orientação da conduta correta em relação aos mandamentos bíblicos e aos costumes de cada congregação. É termo vago e ao mesmo tempo muito profundo, no sentido em que gerou inúmeras controvérsias no seio da cristandade e muito mais com o advento da igreja protestante que deu nova roupagem ao termo em vista da teologia reformada. E mesmo hoje se pode dizer que cada igreja tem uma maneira de tratar a disciplina eclesiástica diferente.


Não queremos trazer polêmicas desnecessárias invocando as diferenças entre as igrejas Reformadas e as demais igrejas herdeiras da teologia de Menno Simons e os pentecostais históricos no que diz respeito à disciplina eclesiástica, colocando assim juízo de valor. Mas quero me deter as Escrituras e a função da disciplina, algo que os cristãos genuínos e seguidores da Palavra não poderão contestar.

II Coríntios fala de um homem que pelo seu pecado contristou Paulo e a igreja que estava em Corinto. Historicamente se apontou duas opiniões de quem poderia ter sido esse homem: poderia ser homem que Paulo descreve em sua primeira epístola aos Coríntios (I Coríntios): Geralmente se ouve que há entre vós fornicação, e fornicação tal, que nem ainda entre os gentios se nomeia, como é haver quem abuse da mulher de seu pai (I Coríntios 5.1) que se arrependeu; poderia ter sido também uma pessoa desconhecida pela qual os opositores de Paulo se utilizaram para causar discórdia entre o apóstolo e a comunidade eclesial de Corinto.

Seja lá quem foi esse homem, o texto bíblico nos ensina várias verdades sobre disciplina em uma igreja, as quais podemos destacar:

1. A disciplina eclesiástica como sendo necessária. Em um mundo dominado pelo advento da psicologia e pedagogia e pelo pós-modernismo, falar em disciplina se tornou tabu, pelo menos no Ocidente, principalmente no Brasil, onde negligenciamos essa virtude. E será que a disciplina é mesmo necessária? Sim. Em que sentido? Primeiro é necessário para produzir arrependimento:

Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos. Além do que tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos: não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos? Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para {nosso} proveito, para sermos participantes da sua santidade. (Hebreus 12. 6-10).

Pois, se a disciplina não é para o arrependimento, Paulo não teria perdoado o ofensor. Depois, é necessário para não dá armas aos nossos acusadores, ao pecador é necessário que o discipline mostrando que não lhe é conveniente com o pecado. A grande crítica que se faz aos sacerdotes superiores da igreja católica em relação aos escândalos de pedofilia não é a escolha errada dos sacerdotes sem vocação, mas a indiferença a esses casos e aos possíveis culpados. A punição dos pecadores serve para cortar de forma honesta e transparente os escândalos internos e externos.

2. A disciplina não pode ser feita à revelia do líder da igreja. Paulo mostra que embora considerasse a opinião dos coríntios, escreveu para ter a prova de em tudo lhe obedeciam (II Coríntios 2.9). É necessário agir sob a obediência do líder da igreja local para que não haja lugar para vingança sob a roupagem de disciplina.

3. Disciplina não pode ser confundida, a meu ver, com castigo. Certamente o castigo pode servir à disciplina, mas ao contrário desta àquela não tem sentido próprio. Quero dizer que pode haver castigo e não ter arrependimento. Se todo castigo trouxesse arrependimento as prisões criariam novas criaturas prontas a contribuir positivamente com a sociedade, porém vemos o oposto. Por isso, não prego a retirada do castigo, mas acredito que devemos usar a disciplina como tática para a salvação das almas. Porque quando Paulo usou a disciplina no caso do pecador de I Coríntios, ele explica sua motivação: [que seja] entregue a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor {Jesus} (I Coríntios 5.5).


Um grande perigo que se tem em relação à disciplina é a usarmos como foi usada pelos fariseus ou mesmo pela igreja católica medieval. Não nos enganemos. Foi em nome da disciplina que os fariseus levaram Cristo à morte, foi em nome da disciplina que santos foram assassinados com terríveis torturas durante a Idade Média. Eram em nome do seu zelo que Paulo perseguia os cristãos e os forçava a blasfemarem o nome de Cristo. Disciplina sem amor e sem conhecimento de Deus produz morte. Termino nas excelentes palavras de advertência do comentarista dessa lição (Elienai Cabral):

A igreja não pode deixar de administrar a disciplina aos que cometem pecado, para que na haja contaminação dos demais. Isto é, punição do pecado é inevitável, entretanto, o tratamento com o pecador deve ser feito com atitude corretiva, terapêutica e restauradora, visando proporcionar-lhe, o arrependimento e o recomeço da vida crista. Lamentavelmente, em nome do zelo espiritual, tem-se cometido muitas injustiças, típicas dos fariseus, para criticar e censurar sem misericórdia os faltosos. O objetivo de Paulo, contudo, era levar estes a se arrependerem de seus pecados e à retornarem à plena comunhão com à Igreja de Cristo.


3º Lição - A Glória do Ministério Cristão (2 Coríntios – “Eu de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas”) / PRIMEIRA PARTE: A acusação de leviandade e a defesa de Paulo



Infelizmente perdemos a oportunidade de iniciar o blog com as duas primeiras lições da revista sobre Coríntios, por termos inaugurado essa página no dia 11. Porém não vamos mais perder tempo. Estaremos agora propondo um comentário a essa terceira lição.


Essa lição aborda a passagem que vai do 12º versículo do capítulo 1 até o término do segundo capítulo. Se lermos com cuidado há complicações para fazer um comentário linear e homogêneo sobre essa passagem, então seria bom, a meu entender trabalharmos com três subtemas para o tema geral: A Glória do Ministério Cristão. Na minha organização ficaria o seguinte: 1. A acusação de leviandade e a defesa de Paulo. / 2. A função da disciplina eclesiástica. / 3. Paulo contra os falsificadores do Evangelho.



A acusação de leviandade e a defesa de Paulo



Quando o Senhor Jesus Cristo apareceu a Ananias, seu discípulo em Damasco, disse claramente a respeito de Paulo não somente que ele era um instrumento escolhido para levar o Seu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel, mas também que lhe mostraria quanto lhe importava sofrer pelo Seu nome (Atos dos Apóstolos 9.15-16). E de fato o apóstolo levou esses ensinamentos por toda a sua vida em sua própria carne, pois como disse a Timóteo: todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos (II Timóteo 3.12).




E como grande estudioso das Sagradas Letras, Paulo era sabedor dessa realidade espiritual, todos quantos se destacaram como líderes do povo de Deus sofreram no mínimo a ingratidão, a calúnia, a inveja, a resistência direta a sua autoridade e o desprezo. Pois Moisés sendo fiel em todos os preceitos da Casa de Deus e da sua Lei, sendo mediador da Antiga Aliança, ao qual o Senhor falava com ele no monte Sinai e lá havia fogo palpável e ardente, e escuridão, e trevas, e tempestade, e quando a congregação de Israel via tudo àquilo, assustada pedia que o Senhor não mais falasse, pois já não suportavam o que lhes era ordenado: Até um animal, se tocar o monte, será apedrejado. Deus mostrava que Moisés era o líder inconteste do povo israelita, pois até mesmo o seu rosto resplandecia (Êxodo 34. 30)



Porém isso não impediu a rebelião de Corá, que era primo de Moisés (cf. Êxodo 6.16-21 e Números 16.1), e que tomou consigo a Datã e a Abirão, dizendo que Moisés não era o único santo da congregação, que toda congregação de Israel era santa por si mesma, e convidou o povo a pegar o incenso e desrespeitar a unção de Arão como sacerdote e de Moisés como guia. E o povo não só se rebelou contra Moisés nessa ocasião, mas antes já tinham dito: Levantemos um capitão e voltemos para o Egito (Números 14.4).



Falei de Moisés porque ele é um caso clássico de como o diabo influi nos incrédulos para que estes tentem destruir a obra de Deus através dos séculos, mas se quisermos ser justos não podemos parar em Moisés antes de citar os casos em que Davi é questionado como líder, por exemplo, como na ocasião da rebelião de Absalão ao qual disse aos emissários secretos que espalhou por todas as tribos de Israel: Quando ouvirdes o som das trombetas, direis: Absalão é rei em Hebrom. Ou quando chegou Davi a Baurim, e lhe saiu ao encontro um homem da família da casa de Saul, cujo nome era Simei, e que gratuitamente lhe ia amaldiçoando e lhe atirava pedras, dizendo: Fora daqui, fora, homem de sangue, homem de Belial, o Senhor te deu, agora, a paga de todo o sangue da casa de Saul, cujo reino usurpaste; o Senhor já o entregou nas mãos de teu filho Absalão; eis-te, agora, na tua desgraça, porque és homem de sangue (II Samuel 16.5-8).



Citando também como os profetas eram desprezados, a exemplo de Jeremias. E falando também do próprio Cristo que não apenas foi desprezado e resistido pelos fariseus, como suportou a traição de Judas que se dizia seu amigo, como foi entregue pelos príncipes do seu povo e ouviu as vozes que diziam Fora com este! Solta-nos Barrabás! (Lucas 23.18)



Paulo por sua vez estava sendo acusado de leviandade, ou seja, que ele era um homem que falava antes de pensar, que era precipitado e inconstante e indigno de confiança. Isto tudo porque ele decidiu mudar o curso de sua viagem. Essa crítica teria evoluído para se dizer que mais do que decisão forte e refletida, faltava a Paulo integridade. Paulo então passa a defender-se dizendo que sempre viveu em santidade (nos melhores manuscritos, segundo Lawrence Richards, encontra-se a palavra integridade) e sinceridade. Dizendo que mantém o testemunho da sua consciência intacto. E apela para compreensão dos coríntios segundo as obras que ele praticou estando com eles.



Paulo então tenta mostrar a razão porque mudou seus planos decidindo encontrar-se com eles primeiro e ainda demorando em retornar para lá afim de não se encontrar com tristeza na frente deles, pois se Paulo os entristecersse, quem havia de alegrá-lo, senão aqueles que estariam entristecidos por ele mesmo? Então o apóstolo no meio de tanta controversa e depois de receber acusações tão fortes quanto descabidas, ensina-nos duas lições muito importantes. Os que estão na obra de Deus não tomam decisão por sua vontade, porém visam à vontade de Deus, que é boa, pura, amável e cheia de misericórdia; e que os lideres na obra de Deus pensam antes nas ovelhas e na restauração delas ao Senhor do que no seu próprio conforto ou orgulho.



Por essa razão Deus influenciou o apóstolo a seguir um caminho diferente daquele que ele mesmo propôs. Paulo acreditou que essa mudança seria de fato a melhor coisa a se fazer. E agora estava mostrando aos seus irmãos coríntios que aquilo que ele fez não foi movido por capricho. Antes o que servem ao Senhor como Arão servia tem os seus polegares direitos das mãos e dos pés consagrados a Deus (Êxodo 29.20), simbolizando claramente que estes não executam a sua própria vontade, mas como servos de Deus são guiados pelo Espírito Santo, porque oramos: venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu (Mateus 6.10), ou como está escrito: Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus (Mateus 7.21), pois Cristo assim disse: Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou (João 6.38). Operando Deus quem lhe impedirá?



Por fim, o apóstolo reconhecendo a vontade dAquele que tem o poder para dizer o amém (II Coríntios 2.20), discorre aos coríntios que ele mesmo também desejava a modificação dos seus planos para não voltar a encontrar-me convosco em tristeza [seja qual for o motivo causador dessa tristeza, não discutiremos essa questão particular para não tomar mais espaço]. Nisso vemos o valor do apostolado de Paulo, que nada difere das boas intenções que Moisés tinha em relação ao povo desobediente e rebelde e das boas intenções de Davi, que não se vingou de Absalão nem de Simei. O verdadeiro servo de Cristo age dessa forma: se deixando gastar pelas almas das ovelhas, ainda que incompreensivelmente amando-os cada vez mais, seja menos amado (II Coríntios 12.15, ARC).












A escolha por II Coríntios




Que as lições bíblicas da CPAD estão entre as melhores do Brasil no sentido de currículo e comentário teológico não há dúvida alguma. Mas como primeira postagem desse blog, podemos discutir porque elas são de fato tão boas.



Primeiro a qualidade gráfica que sempre foi o calcanhar-de-aquiles, em minha opinião, tem sido modificado para melhor nos últimos anos, mais precisamente depois de 2007.



Depois qual editora tem figuras como Antonio Gilberto, Elienai Cabral, Elinaldo Renovato e Claudionor de Andrade?



Ainda a busca por assuntos atuais e também de profundidade teológica são os pontos mais positivos que colaboram com o excelente currículo das Lições Bíblicas. Somente para citar algumas revistas que comprovam isso: Ética Cristã, Confrontando as questões morais; E agora, como viveremos? A resposta cristã para tempos de crise e calamidade moral; Tempos Trabalhosos, Como enfrentar os desafios deste século; I João – Os Fundamentos da fé cristã e a perfeita comunhão com o Pai.



Em tempos de confusão sobre dons espirituais, sobre a organização do culto e em que cada vez mais vemos falsos apóstolos mercadejando o Evangelho de Cristo, lições como I e II Coríntios são fundamentais para Igreja de Cristo. Mais do que ensino sobre fábulas ou genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé (I Timóteo 1.4), devemos nos entender no papel de igreja, dando a Cristo um culto racional, que é nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus ( Romanos 12.1)



Mas talvez, colocar duas as epístolas juntas, como fez a CPAD no quarto trimestre de 1997, não tenha sido o algo mais adequado a se fazer. Provavelmente pôr uma lição para cada epístola em um espaço de tempo que não seja muito curto nem muito longo, seis meses, por exemplo, seja o mais indicado. A CPAD fez isso e está de parabéns, ela com certeza é um dos grandes trunfos da Assembléia de Deus no Brasil. São 70 anos para comemorar e com expectativa positiva de futuro.