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Novo tema das "Lições Bíblicas" da CPAD para o terceiro trimestre


Saiu o novo tema para o terceiro trimestre das Escolas Dominicais que adotam as Lições Bíblicas da CPAD.

No 3º trimestre de 2010, estaremos estudando o tema O Ministério Profético na Bíblia, a voz de Deus na Terra


O comentarista será o pastor Esequias Soares.



SUMÁRIO DA LIÇÃO:

1- O Ministério Profético no Antigo Testamento

2- A Natureza da Atividade Profética

3- As Funções Sociais e Políticas da Profecia

4- Profecia e Misticismo

5- A Autenticidade da Profecia

6- Profetas Maiores e Menores

7- Os falsos Profetas

8- João Batista – O Último Profeta do Antigo Pacto

9- Jesus – O Cumprimento Profético do Antigo Pacto

10- O Ministério Profético no Novo Testamento

11- O Dom Ministerial de Profeta e o Dom de Profecia

12- O Tríplice Propósito da Profecia

13- A Missão Profética da Igreja

Fonte: CPAD (http://www.cpad.com.br/)
 
 
Em breve estaremos comentando a escolha por esse tema.

Lição 13ª - Esperança na Lamentação

Temos uma estreante no blog. Nessa oportunidade estaremos estudando a décima terceira lição com a irmã Josefa (professora junto com a minha mãe (irmã Jane) da sala das senhoras), a quem chamamos carinhosamente de irmã Zefinha. A irmã Josefa junto com seu esposo, o irmão Joaquim, são pessoas extremamente assíduas na Casa do Senhor e que desempenham um papel muito importante dentro de nossa comunidade eclesial. Inclusive a nossa irmã Josefa também leciona no discipulado. Sem mais demoras, vejam agora o comentário da nossa irmã Zefinha.



Escrito pela irmã Josefa, professora da classe das senhoras

 


Nesta lição, Jeremias nos ensina que desobedecer a Deus traz conseqüências ruins para nossas vidas e que Deus sofre com o sofrimento do seu povo.

Jeremias ainda escreve que a lamentação tem um propósito e leva o crente a interceder pela casa de Israel e orar para que Deus tenha misericórdia do seu povo.

O profeta Jeremias poderia ter escapado de todas as angustias, mas preferiu sofrer com o povo de Deus, ao contrario de muitos. Ele ainda nos ensina a ser mais forte, suportou muito sofrimento pelo povo de Deus.

Jeremias é conhecido como o profeta das lagrimas, o profeta chorão, devido ao seu sofrimento, sofrimento esse que ele mesmo escolheu junto com o povo de Deus, pois ele sabia pra quem estava servindo e qual seria o seu galardão. Isaias 53.3 fala que não há sofrimento maior que não seja o de Jesus.

Jeremias mostra que é necessário lamentar, interceder, pois Jesus nos deu o maior exemplo, intercedendo, por nós junto ao Pai, ao nosso favor.

Por isso vamos fazer como o profeta Jeremias: interceda, ore por todos, pelos necessitados e aflitos, pois o Senhor nos ajudará, porque o Senhor está acima de todas as coisas, Jesus é que nos ajuda a prosseguir.


Lição 12ª - A Opção pelo povo de Deus

O comentarista dessa décima-segunda lição é o nosso irmão Carlos.



P.S. Quer ver os outros comentários do irmão Carlos para esse blog acesse:

http://ebdpereira1.blogspot.com/2010/05/licao-5-o-poder-da-intercessao.html

http://ebdpereira1.blogspot.com/2010/02/6-licao-o-ministerio-da-reconciliacao.html

http://ebdpereira1.blogspot.com/2010/03/licao-11-caracteristicas-de-um.html


Escrito por Carlos Antonio de Souza, professor da classe dos jovens



A opção pelo povo de Deus



Texto Áureo

“Escolhendo, antes, ser maltratado com o povo de Deus do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado; tendo, por maiores riquezas, o vitupério de Cristo” (Hebreus 11:25,26).

É com muito prazer e satisfação, que volto a comentar mais uma lição deste segundo trimestre de 2010, na lição de hoje veremos através da vida do profeta Jeremias o quanto é importante fazermos as escolhas certas na nossa vida espiritual!

Um dos significados mais claros da palavra “OPÇÃO” é : Livre escolha. Deus, portanto conferiu aos homens o direito de fazer qualquer escolha em suas vidas. Todavia um Deus tão amoroso e soberano não permitiria que seus filhos caíssem em um caminho de destruição, sem antes adverti-los e avisá-los do perigo e das conseqüências de suas más “escolhas”. E foi justamente neste contexto que Deus levantou, preparou, e capacitou homens cheios do seu poder para fazerem a Sua vontade, estes homens ficaram conhecidos no Antigo Testamento como PROFETAS.

“Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais , pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo filho” ( Hebreus cap.1v.1).

A chamada de Abrão (pai exaltado) e posteriormente Abraão (pai de uma multidão), é um marco na história da humanidade, porque tanto as alianças como principalmente as promessas que Deus fez a este homem, dizem respeito não somente a ele mas a toda a humanidade . Em Gênesis cap. 12: vs 1,2 nós lemos “E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma benção. E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.”

Deus tem cumprido a sua palavra, através dos descendentes de Abraão ele fez surgir aqueles que ele mesmo chama de seu povo (Salmos cap.100v3): “Sabei que o Senhor é Deus; foi ele, e não nós que nos fez povo seu e ovelhas do seu pasto”. Mas se Deus tem sido fiel ao seu povo, porque então Israel tem muitas vezes passado por tanta humilhação como nos dias de Jeremias, onde o povo teve até mesmo destruído aquele lugar que representava tanto para os judeus, o templo de adoração ao Deus Todo-Poderoso. Quando lemos Jeremias 44:v 3, 4,5,6 entendemos o porque de Deus ter disciplinado o seu povo com tanto rigor, vejamos o que dizem os quatro versículos “ Por causa da maldade que fizeram, para me irarem, indo queimar incenso e servir a deuses estranhos, que eles nunca conheceram,eles, vós e vossos pais. E eu vos enviei todos os meus servos, os profetas, madrugando e enviando a dizer: ora, não façais esta coisa abominável que aborreço.Mas eles não deram ouvidos, nem inclinaram os ouvidos, para se converterem da sua maldade, para não queimarem incenso a deuses estranhos. Derramaram-se, pois, a minha indignação e a minha ira e acenderam-se nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém; e elas tornaram-se em deserto e em assolação, como hoje se vê”.

Portanto como se vê as profecias de Jeremias se cumpriram!!! Agora todos os seus acusadores podiam ver e sentir, ao mesmo tempo em que Deus falou através do seu profeta. Quando nos colocamos na sua presença como vasos de barro, ele nos prepara e nos faz instrumentos para sua honra e glória, ainda que mesmo para isto tenhamos que sofrer e suportar as perseguições e incompreensão de muitos, todavia devemos lembrar das palavras consoladoras do nosso Mestre que disse “ Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós (Mateus cap.5v, 11,12.).

Depois do cerco da cidade de Jerusalém, Jeremias é levado sob custódia e algemado até a presença do capitão babilônio, Nebuzaradã (Jeremias 40. 1,2). Na presença de Nebuzaradã Jeremias é levado a fazer uma grande opção, ir cativo para babilônia ou ficar em Judá com o restante do povo.

Jeremias poderia ter escolhido Babilônia onde seria bem tratado, mas preferiu ficar com os desvalidos em Judá que ficaram sob o governo de Gedalias, um nobre judeu. Isto faz lembrar-nos da opção de homens como Moisés, como Abraão, como José e outros heróis da fé, que no momento de decisões tão importantes em suas vidas, optaram pelo povo e vontade de Deus. Lembremos das palavras de Paulo que disse “Sabei, que os que são da fé são filhos de Abraão”.

Lição 11ª - A Excelência do Ministério

Não sei verdadeiramente o motivo pelo qual o irmão Manassés (que faria o comentário à 11ª lição) não me repassou o seu comentário. De qualquer forma, para não ficar em branco, estou propondo esse comentário:

P.S.: Se ele me mandar posterior o seu comentário, eu publico.

Para além dessa vida: O Ministério Cristão

Uma das coisas mais difíceis que se pede a um cristão genuíno é pensar para além dessa vida. O que assistimos hoje em peso na cristandade é pessoas voltadas quase que exclusivamente para o mundo presente. Dessa forma fica mais fácil acreditar que a igreja está passando pelo seu período “Laodicéia”: pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu (Apocalipse 3.17)


Entrando no universo do profeta Jeremias, encontramos seu fiel escudeiro Baruque. Baruque possuía família de grande importância em Jerusalém. Segundo nos relata o professor Lawrence Richards (RICHARDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia, RJ: CPAD, 2005, p. 475) Baruque foi neto do governador de Jerusalém (II Crônicas 34.8) e irmão de um funcionário de alta graduação no tribunal do rei Zedequias. Mesmo tendo um futuro promissor, preferiu Baruque ser “secretário” do desacreditado Jeremias.


Com certeza era um homem de grande fé, temente a Deus, do contrário não teria permanecido com Jeremias, aliás, se não fosse um homem de Deus, teria fechado o ouvido as palavras do profeta, como fez a maioria de Jerusalém por 40 anos. Dessa forma Baruque escreveu a mando de Jeremias um dos livros mais extensos da Bíblia e não somente escreveu como também leu para todos ouvi as palavras de Jeremias: Fez Baruque, filho de Nerias, segundo tudo quanto lhe havia ordenado Jeremias, o profeta, e leu naquele livro as palavras do SENHOR, na Casa do SENHOR (Jeremias 36.8).


Quem já tentou pregar em um ambiente hostil sabe o que Baruque passou. Contudo na parte final do livro de Jeremias, o profeta lança uma profecia a respeito do próprio Baruque. O que deve ter passado pela mente de Baruque enquanto ouvia: “Assim diz o Senhor, Deus de Israel, acerca de ti, ó Baruque (...)”? Poderia ter pensado: “agora Deus vai me dar o que sempre almejei: o reconhecimento público, riquezas...”. Mas não foi nada disso que ele ouviu.


Palavra que falou Jeremias, o profeta, a Baruque, filho de Nerias, escrevendo ele aquelas palavras num livro, ditadas por Jeremias, no ano quarto de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá, dizendo: Assim diz o SENHOR, Deus de Israel, acerca de ti, ó Baruque: Disseste: Ai de mim agora! Porque me acrescentou o SENHOR tristeza ao meu sofrimento; estou cansado do meu gemer e não acho descanso. Assim lhe dirás: Isto diz o SENHOR: Eis que estou demolindo o que edifiquei e arrancando o que plantei, e isto em toda a terra. E procuras tu grandezas? Não as procures; porque eis que trarei mal sobre toda carne, diz o SENHOR; a ti, porém, eu te darei a tua vida como despojo, em todo lugar para onde fores. (Jeremias 45)


Está mais uma vez comprovado que ninguém pode esconder os seus pensamentos do Senhor. Deus sabia que Baruque estava frustrado por não ter alcançado aquilo que planejou. E nisso ele não parece conosco? Temos muitos planos, muito desejos, quais deles serão realizados?


Nos últimos tempos eu tenho pensado muito em duas coisas:


Em primeiro lugar, Deus não tem compromisso com nada além de Seu Plano da Salvação. Deus não tem compromisso com nossos objetivos profissionais, com anseios amorosos, com nossos gostos e desejos particulares. Todavia Deus não pode me dá uma ótima esposa, um ótimo emprego, não posso fazer uma viagem internacional? Claro que sim, quem pode ir contra a sua vontade? Porém Deus considera isso nada em relação a nossa alma. Deus não estava castigando Baruque pelos seus bons serviços para Jeremias e para o Reino de Deus, Ele estava dando a Baruque o presente que realmente importava. Que adiantaria ser reconhecido ou ter posses numa cidade que seria destruída totalmente em breve? O que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma? (Mateus 16.26)


Em segundo lugar, devemos ter sempre em mente que esse mundo é passageiro e que somos peregrinos e forasteiros nesse mundo, aonde nada temos trazido (nascemos nus) e nada levaremos desse mundo. Se não pensarmos assim acrescentaremos dor e tristeza à nossa alma e vivermos em constante angústia, tendo o cristianismo como algo esterilizante, o que na verdade não é. O cristianismo para quem entende que os céus que agora existem e a terra, pela mesma palavra, têm sido entesourados para fogo, estando reservados para o Dia do Juízo e destruição dos homens ímpios(II Pedro 3.17), significa a grande salvação dada por Deus. Tudo é questão de fé, pois sem fé é impossível agradar a Deus.

Baruque não estava em pecado, mas seu raciocínio estava equivocado e esse raciocínio equivocado poderia levá-lo a pecar. Por isso, Baruque foi antecipadamente avisado por Deus. Deus hoje igualmente nos adverte sobre prioridades, para que não nos frustremos, mas que focalizemos o que verdadeiramente interessa, a nossa alma. Deus não promete a ninguém prosperidade, mas a alma por despojo.

Lição 10ª - O Valor da temperança

O comentário desta décima lição é do irmão Flávio José.



Quer ver outros comentários de Flávio? Acesse:



"A Defesa da Autoridade Apostólica de Paulo"

em: http://ebdpereira1.blogspot.com/2010/03/licao-10-defesa-da-autoridade.html

"A Glória da Duas Alianças"

em: http://ebdpereira1.blogspot.com/2010/01/4-licao-gloria-das-duas-aliancas.html
 
 
"Os perigos do desvio espiritual"
 
em:  http://ebdpereira1.blogspot.com/2010/04/2-licao-os-perigos-do-desvio-espiritual.html
 
 
 
Escrito por Flávio José Pereira, professor da classe dos senhores.
 
 
O CONVITE APRESENTADO
 


Ao tempo dos profetas do Antigo Testamente, Deus, por vezes, lançava mão de ilustrações históricas vivas para ensinar ao seu povo. Quando quis mostrar ao povo de Israel que requeria dele obediência à sua palavra, chamou Jeremias para uma tarefa inusitada. Jeremias devia procurar os membros de um clã em Israel, chamado de recabita, e fazer um convite que poderia mudar a vida deste povo.

Os recabitas eram um clã dos quenitas (ou queneus). Moisés era casado com uma quenita (Jz 1.16), filha de Jetro. Este povo se Juntou aos Hebreus em sua caminhada para a terra de Canaã. Um de seus descendentes foi Recabe, sobre quem pouco sei. Sabemos mais sobre um de seus descendentes, Jonadabe e Jael, por exemplo, era esposa de Heber, o quenita (Jz 4.17). O rei Saul demonstrou bondade para com eles (1 Sm 15.6), pela simpatia que sempre demonstrar para com os Hebreus.

Jonadabe trabalhou com Jeú, no século 9 a.C, quando o rei, contemporâneo de Eliseu, se empenhou na destruição dos seguidores de Baal em Israel. A maioria dos quinitas morava em cidades, adotando um estilo de vida urbano (1 Sm 30.29). No entanto, Jonadabe convocou seus descendentes a um novo tipo de vida, renovando-lhes o sentido de sua existência. Jonadabe pediu ao seu clã que conservasse uma vida simples, sem consumo de alcoólica (vinho), sem construção de casas e sem formação de fazendas. Há três séculos estavam firmes nesta tradição.

Os recabitas devem continuar sendo nômades, como surgiram, como nos primórdios. Mesmo adaptados à vida urbana, deveriam conserva os valores da vida simples do campo. Quando Nabucodonosor invadiu a terra de Judá, eles se refugiaram em Jerusalém, e lá Jeremias foi encontrá-los, enviado por Deus. Imagino que Jeremias conhecia a família, porque eram formadas por metalúrgicos, funções importantes à época, especialmente no culto, Imagino que Jeremias deve ter pensado: “vamos ver se esse pessoal resiste ao meu convite”. Imagino que Jeremias sabia que aquela gente sabia que Jeremias era um profeta de Deus; eles iam levar a sério sua palavra. Imagino que mandou separar os melhores vinhos.

Imagino que seus amigos devem ter feito uma aposta, algo que ainda hoje acontece com um crente numa escola ou num escritório. Os recabitas eles não eram povo escolhido por Deus, para representá-lo entre os outros povos, a sua lealdade era de se invejar. Deus tinha um propósito claro na vida deste povo como na nossa vida. Somos seu representante nos últimos dias, como tal devemos ser como estes recabitas ter temperança.

Que lições a aqui nos ensina: não é o vinho, nem a escolha por um tipo de comunidade à parte, o tema aqui é a fidelidade aos compromissos assumidos. Devemos ser cuidadosos em desconsiderar os compromissos assumidos, devemos ser cuidadosos em firmar compromissos, quando damos uma palavra, ela deve valer mais que uma assinatura, se diz que “vamos”, devemos ir. Não devemos desistir de nossos compromissos por causa da dificuldade em cumpri-los e mesmo pela falta de prazer em levá-los adiante. O prazer pode ser reobtido. O nosso prazer em descumprir um compromisso é diretamente proporcional ao desprazer de quem é prejudicado por nossa infidelidade.

No caso especifico desta quase parábola, Judá foi reprovado, não por não seguir a um conjunto de tradições, mas por não obedecer ao Deus vivo. Para dizer “sim” ao Deus vivo, precisamos, muitas vezes, dizer “não” aos convites que nos fazem. Não adianta aceitar um convite que não pode cumprir com ele (Romanos 12.2,3,7,8). Se eu firmei uma aliança com o meu Senhor, eu serei fiel ao meu Senhor. Não é como um contrato de trabalho, que assinamos por um salário. Com Deus a nossa aliança é nosso contrato que dar direito a uma vida eterna, mesmo que Ele pareça surdo diante do meu grito de socorro e silencioso diante da minha pergunta, Ele permanece fiel.

Se eu tomei como meus os valores morais da palavra de Deus, eles serão os meus valores, mesmo que o mundo inteiro marche na direção contraria. O sentido certo é o de Deus, não o dos homens. Se eu me comprometer a orar por alguém, a pessoa poderá contar com a minha oração. Se eu dei a minha palavra ao meu cônjuge, ao meu amigo, ao meu irmão ou ao meu pai, ele poderá contar comigo, mesmo que me custe muito manter a minha palavra, que valerá até firmarmos novos compromissos.

Deus honra a nossa fidelidade. A história do encontro de Jeremias com recabitas com uma promessa divina de grande inspiração: por isso, assim diz o Senhor dos Exércitos, Deus de Israel: jamais faltara a Jonadabe, filho de Recabe, um descendente que me sirva (Jeremias 35.19). A promessa a Jonadabe se serviu da aspiração de maior valor na cultura Hebraica: um descendente decente. Na linguagem do Novo Testamento, é receber de Jesus aquele maravilhoso conjunto de palavras: “Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu Senhor!” (Mateus 25.21). É assim conosco ainda hoje. Deus nos é fiel, sem que lhe sejamos. Quando lhe somos fiéis, Deus é fiel, fidelidade manifesta em meio à alegria. Nossa fidelidade produz alegria em Deus.

Que, ao final da vida, quando recapitular as ordens que recebeu de Deus e obedeceu, cada um de nós possa exclamar como o apostolo Paulo: Combati o bom combati, terminei a careira, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda (II Timóteo 4.7-8). E por estamos nos últimos dias devemos nos esforçar para dar o exemplo. Somos no momento os representantes de Deus na Terra, temos que brilhar ser o sal não insípido. Muitos estão difamando o bom nome do Evangelho. Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (...) (I Pedro 2.9). Que Deus continue a nos cobri com a sua rica misericórdia, e nos ajude a cumprir com nossas as nossas promessa de trabalhos na sua casa e obra.

Lição 9ª - Esperando contra a Esperança

Um homem corta para si cedros, toma um cipreste ou um carvalho, fazendo escolha entre as árvores do bosque; planta um pinheiro, e a chuva o faz crescer.
Tais árvores servem ao homem para queimar; com parte de sua madeira se aquenta e coze o pão; e também faz um deus e se prostra diante dele, esculpe uma imagem e se ajoelha diante dela.
Metade queima no fogo e com ela coze a carne para comer; assa-a e farta-se; também se aquenta e diz: Ah! Já me aquento, contemplo a luz
Então, do resto faz um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, prostra-se e lhe dirige a sua oração, dizendo: Livra-me, porque tu és o meu deus. Nada sabem, nem entendem; porque se lhes grudaram os olhos, para que não vejam, e o seu coração já não pode entender.
Nenhum deles cai em si, já não há conhecimento nem compreensão para dizer: Metade queimei e cozi pão sobre as suas brasas, assei sobre elas carne e a comi; e faria eu do resto uma abominação? Ajoelhar-me-ia eu diante de um pedaço de árvore?
Tal homem se apascenta de cinza; o seu coração enganado o iludiu, de maneira que não pode livrar a sua alma, nem dizer: Não é mentira aquilo em que confio?
Lembra-te destas coisas, ó Jacó, ó Israel, porquanto és meu servo! Eu te formei, tu és meu servo, ó Israel; não me esquecerei de ti.
Desfaço as tuas transgressões como a névoa e os teus pecados, como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi. Regozijai-vos, ó céus, porque o SENHOR fez isto; exultai, vós, ó profundezas da terra; retumbai com júbilo, vós, montes, vós, bosques e todas as suas árvores, porque o SENHOR remiu a Jacó e se glorificou em Israel.
Assim diz o SENHOR, que te redime, o mesmo que te formou desde o ventre materno: Eu sou o SENHOR, que faço todas as coisas, que sozinho estendi os céus e sozinho espraiei a terra; que desfaço os sinais dos profetizadores de mentiras e enlouqueço os adivinhos; que faço tornar atrás os sábios, cujo saber converto em loucuras; que confirmo a palavra do meu servo e cumpro o conselho dos meus mensageiros; que digo de Jerusalém: Ela será habitada; e das cidades de Judá: Elas serão edificadas; e quanto às suas ruínas: Eu as levantarei; que digo à profundeza das águas: Seca-te, e eu secarei os teus rios; que digo de Ciro: Ele é meu pastor e cumprirá tudo o que me apraz; que digo também de Jerusalém: Será edificada; e do templo: Será fundado (Isaías 44.14-28).

Não seria exagero apontar que um dos resumos que se pode fazer da Bíblia seria esse: a verdadeira esperança (o Evangelho) que liberta contra as falsas esperanças de que se apega boa parte da humanidade sem proveito.

A Bíblia nunca nos enganou sobre as conseqüências do pecado e do afastamento do ser humano em relação a Deus, que gera claramente a desesperança.

O profeta Jeremias está mostrando realmente isso no seu livro. O povo de Judá estava desviado de Deus e por isso em breve receberia a recompensa pelos seus atos.

Não que Deus seja um tirânico sádico que nos fere sempre que não atendermos aos seus caprichos. Mas o salmista diz assim: Não fosse a tua lei ter sido o meu prazer, há muito já teria eu perecido na minha angústia. Nunca me esquecerei dos teus preceitos, visto que por eles me tens dado vida (Salmo 119.92-93).

Contudo os ímpios se esquecem de Deus, porém buscam alegria e segurança. Mas maldito seja aquele que não confia no Senhor. Tal será como o arbusto solitário no deserto e não verá quando vier o bem; antes morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável.

Todavia, a humanidade pergunta sobre o caminho – para onde iremos?”- no entanto, não desejam ir a Cristo, perguntam, mas na querem ouvir nem saber da salvação oferecida por Deus. Nesse instante se ouve uma voz, dizendo: os que são para morte, irão para morte; o que são para espada, para espada (violência); os que são para fome, para fome; o que é para cativeiro, cativeiro (opressão, seja social, seja espiritual). Então o que temos? Morte, violência, injustiça social, e toda sorte de crises na alma. E o que se tornou a humanidade, senão um espetáculo horrendo?

Alguns filósofos perceberam essa realidade e agiram dando-nos conclusões sinceras das suas angústias [ou desesperanças]. Dois deles são muito famosos pela negação da interferência divina na humanidade: Epicuro (342 – 271 a.C) e Jean P. Sartre (1905 – 1980).

Para um mundo sem Deus, Epicuro ofereceu a saída no hedonismo, o prazer seria o objetivo da humanidade, visto que é somente o prazer que nos pode livrar da dor. Já Sartre (foto ao lado) apela para o existencialismo que seria a conseqüência do mundo sem Deus e do homem sem uma essência pré-definda pelo Criador. Porém, embora o hedonismo e existencialismo pareçam está em moda, o que vemos é o homem realmente atormentando, ora pelo resultado do prazer vazio, ora porque o homem nunca se sente livre, pois sente falta de uma essência, de repostas, sente-se só.


Salomão, que ao que parece usou as duas filosofias, chegou as seguintes conclusões:

Sobre o hedonismo:

Tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes neguei, nem privei o coração de alegria alguma, pois eu me alegrava com todas as minhas fadigas, e isso era a recompensa de todas elas. Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol (Eclesiastes 2. 10-11).

Sobre o existencialismo:

Nada há melhor para o homem do que comer, beber e fazer que a sua alma goze o bem do seu trabalho. No entanto, vi também que isto vem da mão de Deus, pois, separado deste, quem pode comer ou quem pode alegrar-se? (Eclesiastes 2.24-25)

Porém, mesmo dentro desse “contra-esperança”, Deus carinhosamente, contudo extremamente sério, diz: Lembra-te dessas coisas, ó Jacó, ó Israel.

Devemos lembrar que não conseguiremos encontrar a esperança sem o Deus Verdadeiro. Todas as tentativas de se encontrar esperança fora de Cristo fracassaram. Seja nos deuses pagãos, seja na ciência, seja no próprio homem, nenhum deles se mostrou apto a conceder-nos paz, esperança e segurança.

Todas essas esperanças se mostraram falhas em si mesmas. Os deuses nada fizeram por seus crentes, por isso, nada foi feito para eles pelos seus adoradores. Quantas pessoas morreram espontaneamente no Coliseu ou no esquadrão de fuzilamento por Zeus, Baal ou Afrodite?

A ciência não modificou (na ética ou moralmente) nenhum ser humano para melhor. Como bem observou o sociólogo inglês Antonny Giddens (foto em baixo, do lado da citação):

“A ciência perdeu boa parte da aura de autoridade que um dia possuiu. De certa forma, isso provavelmente é resultado da desilusão com os benefícios que, associados à tecnologia, ela alega ter trazido para a humanidade. Duas guerras mundiais, a invenção de armas de guerra terrivelmente destrutivas, a crise ecológica global e outros desenvolvimentos do presente século poderiam esfriar o ardor até dos mais otimistas defensores do progresso por meio da investigação científica desenfreada”



No entanto, ao que parece, a maior causa do sofrimento humano está nele mesmo. Todo sofrimento humano consiste na terrível constatação da degradação de sua própria espécie. O ser humano consegue ser ainda pior do qualquer outra espécie de animal, pois, uma vez dotado de inteligência e razão – algo que nenhum animal possui – as usa para fins malignos.

A infelicidade chega-nos por meio da decepção com outros e por sua vez com nós mesmos. Toda culpa que se coloca em cima da fé e da ciência é injustificada se não for atribuída à culpa a nossa própria vontade. A vontade humana e o apego a si mesmo resultam em muitas dores. A procura da felicidade dentro de si mostrou-se uma mentira cruel e um caminho para o abismo em toda a história da humanidade.

Não dependemos de nenhum fator humano para ser feliz. A dependência afetiva de uma pessoa para com outra é bastante perigosa. E para termos certeza disso não precisamos escutar a psicanálise, é só ouvirmos os nossos próprios corações. Schopenhauer (1788 - 1860) (foto em baixo, do lado da citação), bem antes de Freud (1856 - 1939) já dizia nesses termos:

“Pois, dos outros, do exterior em geral, não se pode, em nenhum caso, esperar muito. O que alguém pode ser para outrem tem limites bastante estreitos: no final, cada um permanece só, e então trata-se de saber quem está só. Conseqüentemente, vale aqui também o que Goethe expressou de modo geral (Dicht. U. Wahrh. [Poesia e verdade], v. III, p. 474), a saber, que em todas as coisas cada um está entregue, em ultima estância, a si mesmo.”



É claro que Schopenhauer falou essas palavras, no seu livro Aforismo para a sabedoria de vida, que está inserido dentro de Parerga e Paralipomena, no sentido mais secular do que está sendo falando, entretanto o sentido mais puro é verdadeiro: o ser humano é inconfiável e quem nos outros deposita a sua fé e esperança pode ser terrivelmente dececpcionado.

Mas por que podemos confiar na esperança que vem de Deus?


1. Deus é onipotente


 Podemos confiar em Deus porque Ele tem todo o poder para executar Sua vontade. Esta aí a grande diferença entre confiar na carne mortal e confiar no Deus imortal. Será que nunca entenderemos que enganoso é o coração do homem e desesperadamente corrupto (Jeremias 17.9)? Judá errou tanto por confiar naqueles que teriam nenhuma serventia. Quão presente nos é as palavras do profeta Isaías que diz a cerca da falsa esperança de Judá no poderio militar do Egito:



Ai dos filhos rebeldes, diz o SENHOR, que executam planos que não procedem de mim e fazem aliança sem a minha aprovação, para acrescentarem pecado sobre pecado! Que descem ao Egito sem me consultar, buscando refúgio em Faraó e abrigo, à sombra do Egito! Mas o refúgio de Faraó se vos tornará em vergonha, e o abrigo na sombra do Egito, em confusão.
Todos se envergonharão de um povo que de nada lhes valerá, não servirá nem de ajuda nem de proveito, porém de vergonha e de opróbrio. Pois, quanto ao Egito, vão e inútil é o seu auxílio; por isso, lhe chamei Gabarola que nada faz (Isaías 30.1-3,5,7).

Não seria mais simples confiar no Senhor, que envergonhou os egípcios e humilhou a Faraó e seus falsos deuses? Pois o que são egípcios senão humanos e de que são constituídos, não é de carne? E de qual batalha o Senhor saiu envergonhado?


Porque assim diz o SENHOR Deus, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranqüilidade e na confiança, a vossa força, mas não o quisestes. Antes, dizeis: Não, sobre cavalos fugiremos; portanto, fugireis; e: Sobre cavalos ligeiros cavalgaremos; sim, ligeiros serão os vossos perseguidores (Isaías 30. 15-16).

O Senhor grande. Podemos confiar nEle, pois ele sempre faz o que lhe apraz e que lhe dirá: o que fazes? Deus é forte e opera a salvação, antes mesmo que houvesse dia, Deus era e quem pode fazer alguém escapar de Sua mão, operando Deus quem impedirá.

Por isso, mesmo sendo Judá rebelde, o Senhor disse edificarei novamente a Sião, não ficará como Nabucodonosor a deixou. E disse o Senhor: confirmo a palavra do meu servo e cumpro o conselho dos meus mensageiros; que digo de Jerusalém: Ela será habitada; e das cidades de Judá: Elas serão edificadas; e quanto às suas ruínas: Eu as levantarei; que digo à profundeza das águas: Seca-te, e eu secarei os teus rios; que digo de Ciro (imagem do lado): Ele é meu pastor e cumprirá tudo o que me apraz; que digo também de Jerusalém: Será edificada; e do templo: Será fundado.

Essa profecia é de algum período entre 740 a 681 a.C e foi cumprida 515 a.C com a construção do templo, ou seja, a profecia demorou, mais ou menos, duzentos anos, mas foi cumprida. Quem poderia fazer isso? Coloquem-se as nações reunidas e digam que jamais fez isso, e qual dentro os deuses fez coisa semelhante, quem profetizou algo parecido e se cumpriu, mostrem as respostas e se verá, para que se diga: É verdade!



2. Deus é amor!


Podemos ter esperança, porque Deus é misericordioso. Diz as Sagradas Escrituras:
Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais (Jeremias 29.11).

Deus não deseja o mal. Temos esperança porque sabemos que se nós tivermos em Cristo o maligno não nos toca e que todas as coisas que acontecem com servos de Deus são para o seu próprio bem e aperfeiçoamento.

3. Jesus salva!


Jesus Cristo de Nazaré. É neste que podemos depositar nossa fé. Que presente maravilhoso Deus nos deu em Cristo Jesus!
Pela morte de Cristo, Deus reconciliava o mundo a si. Rasgava a cédula que era de alguma maneira contrária a nós, isto é, uma vez condenados pela ação do pecado e no seu vício mortal, nos não tínhamos esperança, pois uma vez mortos, não conseguiríamos nos justificar. Imagine você chegando ao céu. Com que direito você solicitaria a sua entrada naquele lugar? Com que direito você exigiria não ir ao inferno?
Os nossos pecados são o motivo de Deus não se agradar conosco. Se Deus nos deixasse entrar nos céus dessa forma, Ele seria injusto. Então estamos perdidos? Não! Gloriosamente Jesus é a resposta para nós mesmos. Uma vez que Ele morreu por nós, não precisamos mais morrer.

Se chegássemos aos céus hoje, e tivéssemos aceitado a Jesus, nós teríamos direito de entrar. Temos um grande tesouro!

Os deuses pagãos não poderiam oferecer essa gloriosa esperança, por isso, mesmo, muitos (...) deixaram os ídolos, convertendo se a Deus, para servirem o Deus vivo e verdadeiro (I Tessalonicenses 1.9) E embora que muitos já tenham proclamado o fim da religião. Ela continua com uma força arrebatadora.

No entanto, o sofrimento humano, é também e em último caso, resultado da falência das instituições que deveriam sustentá-lo, tais como a família e a Igreja. Contudo, Cristo se torna a esperança fiel. Pois Jesus promete restaurar todas as coisas por seu sangue.

Em sua missão está a de converter (...) o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais (Malaquias 4.6) E a de pôr a Igreja no seu verdadeiro caminho. Tenho, porém, contra ti (Igreja desviada do cristianismo genuíno) que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas. (Apocalipse 2.4,5) Pois nos últimos tempos Cristo pelejará contra os “fariseus cristãos” com (...) a espada de sua boca (Apocalipse 2.16), que é a sua Palavra!

A transformação em um homem em um novo homem é o ponto mais positivo do Evangelho. Pois significa o invisível sendo mostrado no visível, isto é, o Reino de Cristo descendo do céu à Terra. Deus mostra-se existente. Senão como seria possível ser transformado um homem duro de coração, insensível em um homem que joga fora toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim como toda malícia, para seguir a Cristo sendo benigno, compassivo, perdoando aos outros, como também Deus, em Cristo, o já tinha perdoado?

Cristo nos dá seu Reino aqui na Terra mesmo. Por isso podemos entender com clareza aquilo que ele mesmo diz: quem crê no Filho tem a vida eterna (João 3.36). Isso mesmo: Não terá a vida eterna, tem a vida eterna! A vida eterna ela começa na Terra. Ela não significa uma vida sem fim. Ela significa uma vida plena aqui na terra mesmo.

Certa vez os fariseus pediram a Cristo que ele mostrasse o seu reino, o questionando quando esse reino viria. A resposta de Cristo os surpreendeu sobremaneira, não esperavam ouvir essa resposta:
E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque EIS QUE O REINO DE DEUS ESTÁ ENTRE VÓS (Lucas 17.20,21).
A esperança que reside no Evangelho é inominável, simplesmente indescritível. Porém, não é essa maravilhosa riqueza, inacessível, como os grandes tesouros da Terra. Paradoxalmente o maior tesouro de todos os tempos é dado de graça. Parece estranho? Mas quem disse que Deus poderia ser compreendido? Em Cristo, Ele nos predestinou para vida. A saber, a todos os quanto o receberem deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome.

Hoje dizemos: Grande é o Senhor! Pois enquanto muitos dão a sua vida para obterem a satisfação momentânea, prazeres facilmente findos, e riquezas para a traça e o ladrão, nós temos a Cristo. O qual nos deu, na sua ressurreição, uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para os que rejeitam a futilidade do mundo e abraçam o Reino de Cristo

Nisso temos a nossa esperança, embora que hoje sejamos desprezados e ultrajados por aqueles que não alimentam a mesma fé. Contudo o valor da nossa Fé vale mais do que o ouro perecível. Pois não vendo a Cristo, acreditamos, e não vendo seu Reino, de maneira visível, mas crendo, como aquele que enxerga o que ninguém vê, nos alegramos com alegria indivisível e cheia de glória, pois iremos alcançar a Salvação (I Pedro 1.3-9)

Lição 8ª - O Poder da Verdadeira Profecia

Nessa oportunidade estaremos tendo a honra de receber um comentário à 8ª lição do dirigente da Escola Dominical de Pereira Carneiro 1, o nosso irmão e diácono Gilvan Gomes:

P.S.: O irmão Gilvan já comentou lição em nosso blog anteriormente, veja:



Escrito por Gilvan Gomes, dirigente da Escola Dominical em Pereira Carneiro 1


É com muita alegria que volto a tecer um pequeno subsidio dentro deste importante assunto (O PODER DA VERDADEIRA PROFECIA).

Nobre irmão, desde os tempos mais remotos o diabo tem colocado dúvidas e incertezas onde o próprio Deus já pôs um ponto final; isto se dá por causa da vulnerabilidade do ser humano (Gênesis 3. 4-5), na verdade a humanidade , influenciada pelo inimigo das nossas almas e por sua própria natureza pecaminosa tentam mudar ou adaptar as leis e os preceitos de Deus para que possam justificar as suas idéias, planos, e vontade(desejos).

Porém o nosso Deus é soberano e nunca, jamais se deixará manipular e muito menos ser escarnecido pelo homem (Gálatas 6.7). A mensagem do profeta Jeremias é verdadeiramente muito forte, porém, genuína e proveniente de Deus, dada a intimidade que ele desfrutava com o Todo Poderoso (Jeremias. 1.5).

Vale frisar que quase sempre onde há o verdadeiro também a aparece o falso. Até mesmo onde não deveria haver (entre os mensageiros de Deus). No capítulo 28 do profeta Jeremias encontramos a seguinte epígrafe: “a luta de Jeremias com o falso profeta Hananias”. A palavra “luta” aqui usada não está no seu sentido literário, mas refere se a uma batalha espiritual, onde ambos os profetas eram dotados de uma mensagem específica.

Hananias falava que o povo queria ouvir e não o que o povo precisava ouvir logrando a si fama, prestígio e status social em detrimento da vontade de Deus. Porém Jeremias preocupava-se única e exclusivamente em falar e fazer a vontade de Deus.

Baseado no livro de Kenneth Hagim (foto abaixo): “Sete passos para julgar a profecia”, veja os seguintes conselhos:



1 – Passo: Uma profecia verdadeira vem de um profeta que produz bons frutos.

Jesus é muito claro: Árvore boa bom fruto, árvore ruim não pode dar bons frutos (Mateus 7. 17).Sua aparência externa até é mansa a muito humilde, mas por dentro é lobo devorador( Mateus 7.15).

2 – Passo : Uma profecia verdadeira glorifica a Cristo e não aos homens.

Se o profeta e a profeta estiverem corretos, eles testificarão de Jesus. Se atraírem a atenção para o homem está errado. Jesus Cristo é o Senhor. Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão Pelo Espírito Santo (I Coríntios 12.3).

3 – Passo: Uma profecia verdadeira sempre concorda com as Sagradas Escrituras.

A profecia não é fruto do raciocínio humano, se o crente não vigia acaba dando ouvidos a coisas que não provêm de Deus e sim da mente humana. O Espírito Santo e a palavra de Deus sempre concordam entre si. Porém a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo (II Coríntios 1.21). Para que esse passo seja dado de forma produtiva é imprescindível conhece. Bem o que diz a Bíblia e confronta-la com a profecia recebida, o mínimo indício de incompatibilidade invalida a profecia.


4 – Passo: Uma profecia verdadeira se cumpre.

Muitos ditos profetas acabam por fazê-lo através de suas mentes é por isso que aquela profecia não se cumpre, porque não veio de Deus, mas da criatividade humana. (Deuteronômio 18.20 a 22)


5 – Passo: Uma profecia verdadeira além de se cumprir, vem de Deus.

Nem todas as profecias são de Deus embora eles possam realizar-se. (veja Deuteronômio 13. 1 a 5 ). A profecia verdadeira quando se cumpre glorifica a Deus e aproxima você mais do Senhor. Por vez diz aquilo está certo porque aconteceu, nem sempre isso é verdade.

Volte ao passo 2 , o que aconteceu glorificou ao Deus ou ao homem? O sinal ou maravilha concretizado na sua vida afastou-o ou aproximou-o ainda de Deus, do Espírito Santo e de Jesus?


6 – Passo: Uma profecia verdadeira produz liberdade e não escravidão.

“Ora, o Senhor é Espírito, e onde está o Espírito do Senhor, ai há liberdade” (II Coríntios 3;17) ou seja, se profecia o está levando ao cativeiro, não é de Deus, pois o interesse dEle é libertar todos os seres humanos, deixando-os livres. As bênçãos de Deus enriquecem e não acrescentam dores e nem sacrifícios, muito menos endividamento e sofrimento. Também não acorrentam você a nenhum líder religioso.


7 – Passo: Uma profecia verdadeira faz com que a unção do Espírito Santo permaneça em você.

O cristão tem a unção do Espírito Santo e sabe tudo. É essa unção que nos ensina todas as coisas (1 João 2:20 a 27) e que detecta quando algo não está certo. O Espírito Santo nos informa quando algo não vai bem, sabemos disso imediatamente e isso pode evitar a ocorrência de muitos enganos.A Bíblia diz que a unção do Senhor está em você. Precisamos apenas ter suficiente bom senso para saber quando as coisas estão desalinhadas, a fim de organizá-las. A mesma coisa é verdade no que concerne aos profetas e à profecia.

Espero que esta mensagem tenha sido produtiva para você tanto quanto foi para mim.

Em nome de Jesus.

Gilvan Gomes